quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

2014 JÁ CHEGOU. E AGORA?

 

A cada início de ano anunciamos mudanças que acreditamos serem necessárias em nossa vida pessoal e profissional, sem que para tanto tenhamos estabelecido estratégias, razão pela qual a maioria dos projetos não ultrapassam o plano da vontade e  sequer são traduzidos em ações.
 
Com o intuito de colaborar na construção de tais estratégias e de auxiliar na colocação em prática dos objetivos traçados para 2014, proponho uma lista de ações as quais considero de fundamental importância para que nos comprometamos com as mudanças que se fazem necessárias ao nosso crescimento pessoal e profissional:
 
1) SEJA MAIS PRODUTIVO : Analise  sua produtividade nos últimos 12 meses e estabeleça metas que superem em qualidade e quantidade seus resultados já alcançados.  É preciso medir nossa produtividade para que possamos almejar superá-la através de metas razoáveis e legítimas.
 
2) ENCARE AS DIFICULDADES COMO OPORTUNIDADES: A cada dificuldade é a nossa maneira de enfrentá-la que  fará toda a diferença.  Dificuldades e obstáculos são sempre oportunidades de crescimento e superação e, assim, não são negativas, mas necessárias para possamos sair de nossa "zona de conforto" e buscar soluções, aprimoramento e desenvolver nossa liderança.
 
3) COMPARTILHE AS BOAS PRÁTICAS: O que funciona com sucesso em nossas Unidades deve ser compartilhado para que outras possam se desenvolver  também, formando um ciclo virtuoso de aprendizagem e colaboração que resultará em mais produtividade e felicidade para toda a Instituição/Organização.
 
4) TENHA UMA CAUSA: .Trabalhe por algo maior do que suas tarefas e compromissos diários.  Encontre seu valor na cadeia produtiva de sua Unidade/Instituição/Organização e veja mais longe.  Compreenda que você pode fazer diferença na sociedade, contribuindo para a transformação das Instituições positivamente.
 
5) COPIE O QUE FUNCIONA: Tenha curiosidade de conhecer os métodos e práticas de outras Unidades/Instituições/Organizações e seja humilde para coloca-las em prática se forem adequadas.  Há muitas pessoas quebrando paradigmas e alcançando a excelência em suas atividades e tais podem ser adequadas às nossas atividades.  É o que se denomina Benchmarking.
 
6) REPENSE SUAS PRÁTICAS CONSTANTEMENTE e ELIMINE RETRABALHO :  Precisamos mapear nossos fluxos de trabalho e de toda a equipe e estar atentos aos nossos paradigmas, analisando-os constantemente para identificar gargalos, falhas para evitar o desperdício de tempo e de recursos, eliminando o retrabalho. 
 
7) VALORIZE SUA EQUIPE: Em uma equipe não deve haver espaço para estrelatos.  Todos precisam ser valorizados, cada um em suas habilidades, para que haja união de pensamentos e unidade de objetivos.  A força da liderança só existe em conjunto com uma equipe valorizada e motivada. 
 
8) ADAPTE-SE AO NOVO: As mudanças são uma realidade e não cessarão, então, é preciso mergulhar nesse processo constante e buscar aderir ao mesmo, repensando constantemente nossas metas, nossos métodos, nossos conceitos e nossos valores, adequando nossa forma de gerir e de produzir aos novos anseios de nossos clientes e da sociedade como um todo.
 
9) TENHA INICIATIVA:  Em nosso tempo, não há mais espaço para a letargia.  Precisamos fazer acontecer em nossas equipes para que os objetivos e metas sejam alcançados.   Precisamos nos  antecipar às mudanças e tomar as decisões em tempo hábil, sob pena de sucumbirmos como gestores e líderes.
 
10) ESTIMULE SUA CRIATIVIDADE: Finalmente, sugiro que possamos abandonar nossas amarras e ousar pensar e criar novos paradigmas para antigos desafios que enfrentamos, como uma criança, livre de preconceitos, experimentando novos métodos de trabalho capazes de transformar nossa produtividade, garantindo a qualidade e a celeridade legitimamente almejadas pela sociedade a quem servimos.
 
Então, o que você deseja para 2014?  Qualquer que seja sua resposta, levante e faça acontecer!
 
Abraços e até a próxima!

 

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

MAIS LEVEZA PARA 2014






 
6 DECISÕES PARA TER UMA ROTINA MAIS LEVE NO TRABALHO


Por

O quanto você gosta do seu trabalho pode influenciar sua qualidade de vida em 2014; veja quais as decisões você deveria tomar para ter uma vida mais plena

 

 
Pensando nisso, conversamos com dois especialistas para saber quais as resoluções de ano novo são essenciais para uma vida profissional mais plena nos próximos 365 dias. Confira: 

 Fazer o que você gosta

De nada adiantam mantras ou achados científicos: se você trabalha em algo que lhe enche de tédio, ansiedade ou tristeza, é quase impossível ter uma rotina leve. 

“Se você demora três horas pra ir trabalhar e voltar, tem um omisso, nenhuma perspectiva de crescimento, não vai adiantar se esforçar mais porque você está no lugar errado”, diz Eduardo Ferraz, autor do livro “Seja a pessoa certa no lugar certo”.

Por isso, nas palavras de Artur Zular, do Instituto de Qualidade de Vida, a melhor resolução para 2014 é “entrar em contato consigo mesmo”. Neste ponto, é essencial desbravar respostas para o clássico quarteto de perguntas: “Quem eu sou? O que eu quero? Para onde vou? Como eu vou?”.

As conclusões, provavelmente, não chegarão em uma tacada só. Mas, ao elaborá-las, é crucial lembrar-se que ter um MBA, experiência e um elevado saldo de investimentos não significa que é preciso ficar o resto da vida na área em questão. “Quem não gosta do que faz é o maior inimigo de si mesmo”, diz Zular.

Aprimorar seus pontos fortes

Por outro lado, de nada vale morrer de amores por uma área, se ela não tem nenhuma relação com seus pontos fortes. “A meta deveria ser trabalhar 80% do tempo aproveitando o que você gosta e em que tem talento”, afirma Ferraz. Aos outros 20%, pode ser destinado o que é burocrático ou chato. Afinal, nada é perfeito.

Antes de prosseguir, veja o principal ponto que não pode faltar nas resoluções de ano novo

Para que isso aconteça, é preciso lapidar seu talento, aprimorar as características que o deixam a vontade na própria pele, tornar o que lhe é forte mais forte ainda. “É assim que a pessoa evolui na carreira”, diz o especialista.

Ser proativo

Como se vê, é hora de assumir o volante da sua carreira. Em certos termos, isso significa se antecipar nas movimentações profissionais – dentro e fora da empresa. “Há pessoas que esperam sentadas que as coisas aconteçam quando deveriam se levantar, gastar energia e ir atrás”, afirma Zular.

A regra vale também para os profissionais que pretendem continuar no mesmo emprego. “O proativo corre atrás, empreende, traz soluções antes dos problemas acontecerem”, descreve o especialista. “Ao fazer isso, ele está facilitando a própria vida”.

Fazer exercícios

Pode parecer clichê, mas não dá para falar de qualidade de vida e leveza sem limar o sedentarismo da agenda. “A atividade física libera endorfina que dá uma sensação de profundo bem estar”, diz Zular. “Isso é algo que ninguém pode fazer por ele. Não dá para delegar”.

Deixar o próprio umbigo

Fazer voluntariado ou engajar-se em uma causa não apenas torna seu currículo mais interessante, como, sobretudo, pode torná-lo uma pessoa melhor e, portanto, mais leve.

Quando focadas demais em si mesmas, as pessoas tendem a exagerar os próprios dilemas. Diante do sofrimento do outro, o quadro muda: “Ele passa a ter novos referenciais de vida”, diz Zular.

Ser leve

Ter uma rotina plena, na maior parte dos casos, é também uma decisão. Uma escolha da maneira como você vai encarar os fatos que permeiam seu cotidiano.

Por outro lado, pessoas adoecem. Emocionalmente, também. Coisas ruins acontecem e podem pesar por mais que você se esforce para ver o copo meio cheio. “Se a pessoa está mal emocionalmente, trabalha com 50% da capacidade laboral”. diz Zular.

Nestes momentos, a dica é buscar apoio de especialistas, amigos ou familiares. E munir-se de paciência e esperança. 

 

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

VOCÊ DECIDE !

Como num passe de mágica, os doze meses do ano que se encerra passam diante dos nossos olhos e constatamos que, apesar de todos os obstáculos surgidos, o saldo é muito positivo.
 
De nossa humanidade surge a tentação de focarmos naquelas coisas que não funcionaram, naqueles fatos que nos entristeceram, nos erros, nas dificuldades.  Conforme nos alerta o grande filósofo Mario Sérgio Cortella: "Cautela "!
 
A vida pode ter a cor que nós escolhermos e se decidirmos ser positivos, assertivos, proativos seremos agentes de transformação em nossas equipes e, via de consequência, na sociedade em que vivemos.  Ao passo que, se nos concentrarmos nos fatos negativos tudo de encolherá ao nosso redor e deixaremos de criar, de dinamizar, de superar nossas dificuldades e, principalmente de sentir a felicidade que reside nas pequenas coisas.
 
Estejamos, pois, atentos à postura que adotamos no dia-dia, quer seja nos grandes acontecimentos ou nos pequenos fatos cotidianos para que adotemos uma postura positiva e esperançosa, afastando de nossas mentes e de nossas equipes o fantasma da derrota e da menos-valia.
 
Somos todos artífices de nossa própria felicidade e, precisamos construí-la incansavelmente à partir de escolhas atentas, recomeçando sempre que necessário, sem perder de vista o que desejamos realizar.   
 
Então, repito: cautela! O pessimismo encolhe nossos sonhos enquanto o otimismo expande nossas possibilidades, criando oportunidades de crescimento e superação.
 
Neste Natal e em 2014, fique atento às suas próprias escolhas, ocupe seu espaço neste mundo aproveitando as oportunidades, espalhando alegria, fé e esperança  e, lembre-se: não importa a cor do céu, pois quem faz o seu dia bonito é você... 
 
CARPE DIEM!

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

SUAVIZANDO A PRESSÃO SOBRE AS LIDERANÇAS

OS GERENTES QUEREM COLO

por Eugênio Mussak                    

 
Em qualquer organização, um gerente é aquele que está mais próximo à operação do que dos demais integrantes da cadeia de comando. Enquanto os diretores se ocupam das definições estratégias e das relações institucionais, são os gerentes que interpretam as estratégias, criam as táticas e levam a equipe a agir.
 
Um bom gerente pode fazer uma imensa diferença para os resultados, assim como um mau gerente pode provocar atrasos e até catástrofes para companhia, por melhores que sejam seu produto e sua estratégia. Por isso o RH tem tanto critério ao selecionar quem vai chefiar um departamento, liderar um projeto ou tocar uma obra.
 
Não há dúvida de que toda empresa tem grande expectativa pelo trabalho do gerente. Mas já se perguntou qual é a expectativa do gerente em relação à companhia? Há pouco tempo, um jovem brilhante que gerencia uma equipe comercial com quase cem pessoas e que responde por cerca de um terço do faturamento da organização me confidenciou:
 
- Às vezes, eu acho que as pessoas pensam que eu não tenho sentimentos. A diretoria exige mais resultados, a equipe pede mais atenção. Meus chefes pensam que sou um motor para produzir resultados, meus homens acham que sou uma máquina de exercer pressão. Parece que as pessoas esquecem que eu sou apenas um ser humano.
 
De fato, os cargos de gerência são, por natureza, centros de pressão exercida por todos os lados. Quem assume essa função tem de ter estofo para equilibrar as forças. Conhecimento técnico e competência para liderar são atributos críticos para um gerente, mas há um terceiro, fundamental: a inteligência emocional, sem a qual os dois primeiros não se equilibram.
 
Em geral, gerência é um cargo de média hierarquia, uma espécie de posição de prova, um estágio probatório para selecionar os futuros altos executivos. O problema é que esse período pode não ser curto. Às vezes um gerente não é promovido porque não mostrou competência suficientemente, às vezes porque foi competente demais e a empresa tem medo de perder em qualidade se ele for substituído. As armadilhas são muitas.
 
Mas ser gerente é mais, muito mais do que ocupar um cargo de caráter tático. Ser gerente é gostar de trabalhar, ter apreço por pessoas e não ter medo dos desafios. Se você tem essas três características, então é um gerente, e não importa se já virou CEO, ou ainda não.
 
Texto publicado sob licença da revista Você s/a, Editora Abril.
Todos os direitos reservados.Visite o site da revista: www.vocesa.com.br
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sexta-feira, 29 de novembro de 2013

DIAS MELHORES


A palestra com o título acima, ministrada por Luiz André Monteiro, integrante do BOPE esta semana para servidores da Justiça Federal e estudantes de direito provocou reflexões na plateia que iam da surpresa às lágrimas, como decorrência da intensidade das ideias e a profundidade dos valores ali tratados.

A abordagem calcada nos valores assumidos pelo BOPE iniciou-se com um alerta sobre o princípio da oportunidade, já que, muitas vezes com elas nos deparamos sem perceber e, não raro, as desperdiçamos.  Oportunidades precisam ser reconhecidas e aproveitadas, sob pena de serem perdidas para sempre.

Na vida é preciso definir o que desejamos e trabalhar de maneira firme e obstinada para que tal se realize.  É preciso saber o que fazer, querer fazer e dar o nosso melhor onde estamos, pois, na maior parte das vezes, é desnecessário mudarmos de lugar para sermos felizes, enfrentando as dificuldades e obstáculos como oportunidades.

Nada de "deixar a vida nos levar".  Devemos ser protagonistas de nossa própria vida, assumindo nossas metas, trabalhando e fazendo a diferença para que elas se realizem e, jamais atribuindo a outrem a responsabilidade pelo nosso sucesso ou fracasso.

Cada um deve fazer o que lhe cabe, especialmente quanto à necessidade de autodesenvolvimento e capacitação permanente, pois sem que estejamos preparados nada poderá ser realizado e muitas oportunidades são perdidas justamente em função disso.

É preciso ter controle emocional, disciplina e atitude, pois a inércia se mostra um empecilho ao crescimento pessoal e profissional, enquanto a determinação e a iniciativa potencializam nossas possibilidades, sobrepujando as dificuldades e nos fazendo ir além, de forma espontânea e perseverante, sem jamais desistir.

A flexibilidade se torna uma aliada indispensável, na medida em que nos faz mais fortes ao contornarmos as dificuldades e os obstáculos, permanecendo firmes aos valores e metas abraçados, assim como a versatilidade que nos orienta à necessidade de aprendizado diversificado e permanente e à celebração de parcerias que nos permitirão atingir nossas metas.  Juntos somos mais.

Nesse contexto a lealdade desponta como valor orientado à necessidade de sermos gratos àqueles valores que elegemos e àquelas pessoas com quem sempre pudemos contar e cuja confiança nos abriu as portas.

Como corolário, precisamos estar prontos a exercer nossa liderança.  Precisamos, com nossas palavras e ações, inspirar aqueles que nos rodeiam com entusiasmo e determinação, não nos conformando com as coisas que estão erradas ou aquelas que ainda não deram certo, pois a sorte acompanha a audácia e a coragem.

E, finalmente,  desistir, jamais! Precisamos ser perseverantes, pois nossos sonhos, aliados à nossa dedicação e ao trabalho firme,  resultarão no sucesso tão sonhado. 

E então, o que você está disposto a fazer por DIAS MELHORES?

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

EQUIPES CAMPEÃS NO SERVIÇO PÚBLICO: VERDADES E MITOS

Muito se fala na necessidade de mudanças de paradigmas no serviço público, ao qual se atribui características negativas como ineficiência e baixa produtividade.
 
Apesar de já existirem equipes no serviço público marcadas pela excelência, o todo fala mais alto e, quando pensamos no papel que o mesmo representa na vida da sociedade, não raro, emerge aquela sensação de caos, de impossibilidade em razão de inúmeras deficiências estruturais.
 
Me ocorre que, para mudar o que não funciona, talvez seja mais interessante ressaltar o que funciona, evidenciando todos os benefícios desse novo paradigma, afim de atrair mais adeptos.  Fato é que, o inverso também é verdadeiro: se for dado mais destaque aos episódios negativos, deixaremos de reconhecer  e estimular novos modelos mais eficientes e eficazes.
 
Nesse sentido, é preciso que as lideranças se comprometam com a busca da excelência, investindo no desenvolvimento de suas equipes, afastando o velho padrão da  ineficiência e fomentando a construção de equipes campeãs.
 
Mas, afinal, quais as características desse novo paradigma? Quem é essa equipe vencedora? Que ou quem faz a diferença ? Como potencializar a motivação de cada membro da mesma?
 
Tais perguntas encontram respostas na necessidade de estabelecimento de rapport e empatia nas equipes, à partir do estímulo e da prática de uma comunicação assertiva, onde saber como, quando e o que falar e saber escutar são habilidades essenciais.
 
Em um ambiente de trabalho onde se exerce a liderança eficaz, percebe-se uma preocupação quanto à
auto-estima e autoimagem de cada um dos colaboradores, fatores geradores de motivação, de comprometimento e entusiasmo nas equipes.
A excelência no serviço público está, assim, condicionada à efetivas mudanças de paradigmas, as quais produzirão efeitos no clima organizacional, desenvolvendo a sinergia nas equipes de trabalho, ampliando seus resultados.
 
O desenvolvimento de equipes campeãs no serviço público precisa ser um compromisso das lideranças, deixando de ser exceção para se transformar em regra.  A sociedade que paga nossos salários aguarda ansiosamente.
 
Carpe diem!
 
Luciana Elmor

terça-feira, 5 de novembro de 2013

LIDERAR OU CHEFIAR: EIS A QUESTÃO


Por Luah Galvão para a Revista Exame
 
A discussão que ronda ultimamente a liderança parece ser sem fim. Novos modelos de líderes apareceram no front nas últimas décadas impactando a forma de enxergarmos aquele que está no degrau acima. Líderes mais carismáticos, envolventes, “chegados” ou visionários recheiam o mercado trazendo novos ares e novas perspectivas. Mas, afinal, por que o “jeitão” da liderança impacta tanto nosso dia a dia? Que tipo de gestor você quer ser hoje ou em quem você vai se inspirar para liderar no futuro?
Parafraseando o filósofo Mario Sergio Cortella, autor que gosto muito, aqui vai um trecho de um de seus livros: “O que é liderar? É ser capaz de inspirar. Inspirar pessoas, ideias, projetos, situações. O líder é aquele que infla vitalidade. Eu não estou usando a palavra ‘inspirar’ à toa. A noção de inspirar é dar vitalidade. É animar. O líder é capaz de animar, palavra que vem do latim anima e que significa alma… de anima vem ‘animal’, ‘animação’, ‘animado’”.

A tarefa fundamental que desenvolve a liderança é ser capaz de inspirar as pessoas. Muita gente não é capaz de inspirar, só é capaz de expirar. Tirar animação, tirar vitalidade. Se alguém só expira, talvez não consiga ser líder, só consiga ser chefe. Mas chefe está ancorado em uma hierarquia” (Qual é a tua obra? Inquietações propositivas sobre gestão, liderança e ética.)

O parágrafo acima já explica muita coisa, principalmente algumas das razões pelas quais as empresas comandadas por líderes inspiradores geram bons resultados para seus colaboradores e, por tabela, em seus negócios. Sempre dizemos em nossos textos que ninguém motiva ninguém, mas somos capazes de inspirar e gestores imbuídos dessa energia acabam sendo admirados e seguidos.

Um dia desses, num evento de Excelência nos Negócios que mediei na Harvard Business Review Brasil escutei inúmeras vezes de grandes líderes que a gestão de pessoas é pilar fundamental para a excelência da liderança. Um líder tem de buscar compreender o que de fato motiva e inspira seus colaboradores.

A nova métrica diz que a motivação não é mais algo pasteurizado. Jaime Szulc, presidente para América Latina da Goodyear disse: “A liderança tem de ser humanista, é preciso ativar pessoas para que façam seu melhor. No fundo, todos querem contribuir para o mundo que vivem”. E completa afirmando ser um líder que acredita em motivar pessoas, “mas como pessoas são únicas pra cada uma delas o impulso será diferente”.

No mesmo evento, o professor Soumitra Dutta, reitor da Escola de Gestão da Universidade de Cornell (Estados Unidos), fez algumas observações interessantes: “Temos de pensar realmente fora da caixa. A excelência dos negócios se baseia em dois pilares: inovação e gestão de pessoas”.

Em relação à gestão, ele disse: “Quanto mais tentarmos mudar o comportamento das pessoas, menos motivadas elas estarão. Muitas vezes, líderes impõem seu jeito e suas intenções no outro. Pessoas são diferentes e temos de perguntar o que as motiva, entender o que é importante para cada uma delas”, afirmou.

“As empresas que buscam pela alta performance tem de saber cuidar da felicidade de seus colaboradores e entender o que os faz acordar todos os dias e seguir para o trabalho. A busca por um contexto e um ambiente em que pessoas possam se desenvolver sentindo-se úteis e reconhecidas é um dos grandes desafios dos dias de hoje. A verdade é que todos nós queremos nos sentir competentes no que fazemos”, complementou, no evento.

Acho que é exatamente isso que torna o estudo mais complexo e, ao mesmo tempo, mais interessante. Pessoas se motivam por fatores absolutamente diversos e a compreensão desses fatores é o que está alterando as bases e ferramentas de motivação. Pessoas querem mais do que remuneração. As pessoas saíram da caixa. Não somos mais os laranjas mecânicas da Revolução Industrial. O padrão comportamental passou por grandes mudanças, dando espaço para que cada um pudesse assumir sua anima; cada qual vibrando com impulsos diferentes.

A banda Titãs, no final dos anos 1980, foram visionários no que proclamou, de forma simples, no sucesso “Comida”:

“A gente não quer só dinheiro

A gente quer dinheiro e felicidade

A gente não quer só dinheiro a gente quer inteiro e não pela metade…

Você tem sede de que? Você tem fome de que?…

Afinal, a gente tem fome de que? Tem sede de que?”

A música “Comida” ilustra bem o novo cenário lotado de pessoas que não querem mais apenas o dinheiro. Querem se sentir inteiras, buscar seu propósito e muitos querem deixar um legado. Querem existir além do café da manhã e do jantar, preencher o vácuo e fazer valer a existência.

Para esses, o verdadeiro líder vai muito além da “chefia”, aquela figura de chefe dos seriados antigos e desenhos animados. Aquele que ainda não mudou e olhou para os olhos de seus colaboradores não vai assegurar por muito tempo seu lugar ao sol. Os verdadeiros líderes inspiram, são personas que de algum modo queremos seguir, continuar os feitos e acompanhar.

 

Disponível em http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/o-que-te-motiva/2013/07/12/liderar-ou-chefiar-eis-a-questao/