quarta-feira, 21 de junho de 2017

RESILIÊNCIA E SUPERAÇÃO ANDAM JUNTAS









SURPRESAS SÃO A REGRA E A RESILIÊNCIA É A NOVA ARMA


Rosabeth Moss Kanter


Esta é uma descoberta fundamental da minha pesquisa, atualizada constantemente, sobre grandes empresas e líderes eficazes: ninguém pode evitar completamente problemas, e potenciais armadilhas estão em todo lugar, então a verdadeira habilidade é a resiliência para sair do buraco e se recuperar.


Épocas difíceis trazem rupturas, interrupções e reveses, mesmo para os mais bem-sucedidos. Empresas de maior êxito também enfrentam fases em que são surpreendidas pelo produto de uma concorrente e precisam se mobilizar. Equipes esportivas que vencem com frequência estão, muitas vezes, atrás no placar. Escritores podem passar por dezenas de rejeições antes de encontrar um editor que os coloque no mapa. Alguns políticos de sucesso são pegos com as calças na mão e ainda assim seguem em frente até chegar a posições de liderança, embora essas manchas autoinfligidas dificilmente sejam esquecidas.


Somente flexibilidade não é suficiente. É preciso aprender com os erros. Aqueles que edificam a resiliência sobre os alicerces da confiança: responsabilidade (assumir a responsabilidade e demonstrar arrependimento), colaboração (apoiar os que buscam um objetivo em comum), e iniciativa (concentrar-se nas etapas positivas e nas melhorias). Como descrito em meu livro Confidence, esses fatores dão sustentação à resiliência das pessoas, das equipes e das organizações – elas podem tropeçar, mas voltam a vencer.


Para quem quiser ir além das adversidades ou recomeçar em vez de desistir, os Estados Unidos são a terra da segunda chance. De acordo com Jon Huntsman, antigo embaixador americano na China, a capacidade americana de se recolocar de pé é uma qualidade amplamente admirada pelos chineses. E, em todo lugar, recuperar-se de um desastre natural é, cada vez mais, fundamental para uma economia forte. Empreendedores e inovadores precisam estar dispostos a fracassar e tentar de novo. A questão não é aprender a fracassar, mas sim a se recuperar. Alguns tropeços se devem a fatores que fogem do controle da maioria das pessoas, como eventos climáticos e confrontos geopolíticos. E embora as pessoas não possam controlar o problema maior, controlam suas reações a ele – se vão desistir ou encontrar um novo caminho.


A recessão na Europa é um exemplo. Recentemente, falei para uma audiência europeia, em conferências públicas e em empresas, sobre o cultivo da resiliência em seus negócios, mesmo quando o mercado está encolhendo, para que consigam se manter enquanto a recessão continua e estejam em boa situação para a recuperação. Uma empresa alemã de maquinário demonstrou resiliência aumentando seus contratos de serviços quando a demanda por máquinas diminuiu, o que mobilizou os empregados a buscar novas possibilidades. Uma firma italiana de cosméticos arrebanhou talentos de empresas multinacionais e aumentou sua propaganda de produtos de saúde e moda em outros países, o que deu origem a novas vendas.


Nas duas empresas, e em outras que pesquisei, tais iniciativas foram possíveis graças a um forte senso de determinação que aproximou os funcionários e os motivou a assumir a responsabilidade de auxiliar as empresas a sobreviver e a prosperar. Os empregados eram resilientes porque gostavam da empresa, e isso a tornou resiliente. Complacência, arrogância e ganância impossibilitam a resiliência. Humildade e ideais nobres a alimentam. Aqueles com genuíno desejo de servir, não somente vontade narcisista de chegar ao topo, estão dispostos a aceitar menos, fazendo disso um investimento para conseguir coisas melhores no futuro.


Raymond Barre, ex-premiê francês, depois de perder a reeleição, disputou a prefeitura de Lyon, uma cadeira mais modesta, e se tornou um herói na região. É a mesma estratégia adotada por Eliot Spitzer, que concorreu a um cargo bem menos importante depois de ter sido governador do estado de Nova York. Logo que o escândalo sexual no qual esteve envolvido veio à tona, Spitzer rapidamente demonstrou arrependimento e então retomou a vida pública discutindo o assunto, o que aumentou suas possibilidades de recuperação.


Dizem que para as mulheres a recuperação é mais difícil. Ainda assim, pensemos no caso de Martha Stewart. Ela cumpriu pena por inside trading elegantemente, demonstrando remorso, e essa elegância fez com que conseguisse, depois, reconquistar muitos de seus fãs.


A resiliência é extraída da força de caráter, do cerne de uma série de valores que motivam esforços para superar reveses e retomar o caminho do sucesso. Envolve autocontrole e capacidade de reconhecer o próprio papel em uma derrota. A resiliência prospera quando existe senso de comunidade – vontade de se levantar decorrente do sentido de obrigação para com os outros e graças ao apoio daqueles que também querem atingir o mesmo objetivo; manifesta-se em ações: uma contribuição nova, uma pequena vitória, um objetivo que desvia a atenção do passado e cria uma expectativa em relação ao futuro.


Problemas eventuais espreitam em toda esquina e se originam de eventos naturais inesperados, fracassos ou erros individuais. Seja qual for a origem, o que importa é a forma de lidar com eles. Quando as surpresas são a regra, a resiliência é a nova arma.
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Rosabeth Moss Kanter é professora da Harvard Business School e presidente e diretora da Harvard Advanced Leadership Initiative.


Disponível em http://hbrbr.uol.com.br/surpresas-sao-a-regra-e-a-resiliencia-e-a-nova-arma/




sábado, 3 de junho de 2017

LIDERAR É DESENVOLVER TALENTOS

Como ajudar uma equipe de trabalho a desenvolver seus talentos

Desenvolver as aptidões individuais é papel de um bom líder. Veja como pode ajudar os membros de sua equipe.

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  • Talento significa aptidão, capacidade, habilidade. Todos nós, seres humanos, sem exceção, nascemos com algum tipo de talento. Alguns para se comunicar, outros para liderar, outros ainda para negociar, enfim, são várias as possibilidades e inúmeras as formas de utilizar esses talentos com sabedoria.
    Em uma equipe de trabalho, a diversidade de talentos completa o grupo e o qualifica. É importante e essencial que os talentos de uns sejam complementos das aptidões de outros. Cabe ao líder observar e trabalhar com cada um deles de forma sábia e eficaz para benefício do grupo.

  • O bom líder está atento e acompanha cada membro de sua equipe, tanto para o desenvolvimento de um trabalho eficiente que beneficie a empresa, como também para o crescimento de cada integrante de sua estafe. O acompanhamento pode e deve ser feito através de conversas, mensais ou quinzenais, com cada um de seus colaboradores (individualmente) para que possam ser traçadas algumas metas de crescimento e expansão, tanto de suas tarefas específicas quanto de aumento e melhoria de sua capacidade individual.

Feedback

  • É neste momento que será possível apontar as necessidades de melhoria do colaborador em questão, bem como também apontar as aptidões que foram observadas para que possam ser mais bem desenvolvidas em prol do grupo como um todo. Esse processo de acompanhamento recebe o nome de “feedback” e é bastante utilizado nas grandes empresas que se utilizam desse momento para ajudar na qualificação do funcionário perante as exigências que a chefia impõe.
    Para o melhor controle e observância do cumprimento das metas traçadas anteriormente, é possível e eficaz o uso de planilhas. Essas planilhas apontam tanto ao líder quanto ao colaborador o que foi acordado no feedback anterior e quais foram os progressos alcançados no período.
    A possibilidade de acompanhamento individual de cada membro da equipe é algo trabalhoso, porém muito necessário, e traz benefícios ao trabalho de todo o estafe. É possível, através desses momentos, perceber pontos fortes de cada colaborador e desenvolvê-los mês a mês, ajudando-o a preparar-se para estar qualificado para novas oportunidades que poderão aparecer.
    Líder, utilize o feedback como uma ferramenta de ajuda e apoio ao grupo, aponte os pontos a serem melhorados e os pontos bons e fortes que devem ser mantidos, deixe tudo registrado em uma planilha particular e desta forma poderá alcançar excelentes resultados.
    “A maior habilidade de um líder é desenvolver habilidades extraordinárias em pessoas comuns.” Abraham Lincoln
    Disponível em www.família.com.br em 03/06/2017.

 

quinta-feira, 4 de maio de 2017

O PODER DO SILÊNCIO


Por Augusto Cury

Pensar antes de reagir é uma das ferramentas mais nobres do ser humano nas relações interpessoais. 

Nos primeiros trinta segundos de tensão, cometemos os maiores erros de nossas vidas, falamos palavras e temos gestos diante das pessoas que amamos que jamais deveríamos expressar. Nesse rápido intervalo de tempo, somos controlados pelas zonas de conflitos, impedindo o acesso de informações que nos subsidiariam a serenidade, a coerência intelectual, o raciocínio crítico.

Um médico pode ser muito paciente com as queixas de seus pacientes, mas muitíssimo impaciente com as reclamações de seus filhos. Pensa antes de reagir diante de estranhos, mas não diante de quem ama. Não sabe fazer a oração dos sábios, nos focos de tensão, o silêncio.

Se vivermos debaixo da ditadura da resposta, da necessidade compulsiva de reagir quando pressionados, cometeremos erros, alguns muito graves. Só o silêncio preserva a sabedoria quando somos ameaçados, criticados, injustiçados.

Cada vez as pessoas estão perdendo o prazer de silenciar, de se interiorizar, refletir, meditar. O dito popular de contar até dez antes de reagir é imaturo, não funciona.

O silêncio não é se aguentar para não explodir, o silêncio é o respeito pela própria inteligência. Quem faz a oração dos sábios não é escravo do binômio do bateu-levou. Quem bate no peito e diz que não leva desaforo para casa, não pensa nas consequências de seus atos.

Quem se orgulha de vomitar para fora tudo que pensa, machuca quem mais deveria ser amado, não conhece a linguagem do autocontrole. Decepções fazem parte do cardápio das melhores relações. Nesse cardápio precisamos do tempero do silêncio para preparar o molho da tolerância.

Para conviver com máquinas não precisamos de silêncio nem da tolerância, mas com seres humanos elas são fundamentais. Ambos são frutos nobres da arte de pensar antes de reagir. Preserva a saúde psíquica, a consciência, a tranquilidade.

O silêncio e a tolerância são o vinho dos fortes, a reação impulsiva é a embriaguez dos fracos. O silêncio e a tolerância são as armas de quem pensa, a reação instintiva é a arma de quem não pensa.

É muito melhor ser lento no pensar do que rápido em machucar, é preferível conviver com uma pessoa simples, sem cultura acadêmica, mas tolerante, do que com um ser humano de ilibada cultura saturada de radicalismo, egocentrismo, estrelismo.

Sabedoria e tolerância não se aprendem nos bancos de uma escola, mas no traçado da existência. Ninguém é digno de maturidade se não usar suas incoerências para produzi-la.

Todo ser humano passa por turbulências na vida. Para alguns falta o pão na mesa; a outros a alegria na alma. Uns lutam para sobreviver, outros são ricos e abastados, mas mendigam o pão da tranquilidade e da felicidade. Os milionários quiseram comprar a felicidade com seu dinheiro, os políticos quiseram conquistá-la com seu poder, as celebridades quiseram seduzi-la com sua fama, mas ela não se deixou achar. Balbuciando aos ouvidos de todos, disse: “…Eu me escondo nas coisas simples e anônimas…”.

Todos fecham os seus olhos quando morrem, mas nem todos enxergam quando estão vivos.

Augusto Cury, em “Código da Inteligência”

Disponível em http://www.revistapazes.com/o-poder-do-silencio-augusto-cury/

sexta-feira, 21 de abril de 2017

APRENDIZAGEM ADAPTATIVA

A capacidade de aprender, desaprender e reaprender

por: Entretanto
Tudo está mudando muito rápido. Com o advento das tecnologias, principalmente dispositivos móveis, você, professor, já deve ter sentido a grande diferença em dar aulas há dez anos e agora. Mas você sabe o que significa ser um professor do século 21? E como saber se você está à frente para aceitar o que chamamos de habilidades desta nova era?
Na verdade, dizer “habilidades do século 21” soa um pouco inadequado. As habilidades valorizadas nos tempos atuais estão presentes no ensino e na aprendizagem, desde que os termos “ensino e aprendizagem” passaram a existir de verdade.
Sócrates e Aristóteles se sentiriam em casa, em uma sala de aula atual. Afinal, pensar na sala de aula agora já implica em pensar em um espaço de experimentação e pronto para atender às necessidades de aprendizagem na prática. Muitas disciplinas já envolvem experiências laboratoriais, o que permite inovação, desenvolvimento e grandes avanços nos setores de tecnologia das indústrias e de seus segmentos.
E para quem acredita que isso deve envolver apenas tecnologia de ponta e itens de alto custo, uma sala de aula do século 21 moderna pode ser, na realidade, um lugar com um orçamento surpreendentemente baixo.
Até porque, as habilidades do século XXI se resumem em quatro itens:
● Comunicação
● Pensamento crítico
● Criatividade
● Colaboração

Ao ler esta lista, você pode pensar, “Pois bem, como professor, estes são os meus objetivos em sala de aula!”. É evidente que, ao descrever essas habilidades não estamos apenas falando sobre o ensino, mas também das habilidades que podem ser usadas para preparar os alunos emocionalmente para a vida. Isso significa que queremos que nossos alunos sejam capazes de:
● Atuar de maneira independente e em grupos, mesmo em um ambiente com tecnologia altamente avançada
● Estar preparados para uma interação diária e global;
● Pensar de forma criativa, adaptável e flexível;
● Entender como planejar, construir e incluir a colaboração de parceiros, em suas áreas de atuação

Isso vai muito além da tecnologia. Preparar nossos alunos para o século 21 não requer uma sala de aula que se pareça com um cenário de um filme de ficção científica. Alguns professores demonstram, com exemplos simples, como incorporar as habilidades acima nos alunos:
Sergio Correra é um professor jovem e inspirado, que trabalha em uma escola de ensino fundamental localizada na fronteira dos Estados Unidos com o México. Após passar um ano lecionando para alunos visivelmente desmotivados, decidiu voltar ao ponto inicial.
Ele passou um tempo pesquisando formas de melhorar o envolvimento e o desempenho dos alunos, deparando-se com uma pesquisa muito interessante que pôde ser resumida a uma simples pergunta: por que? Ou melhor, ele instigou os alunos a fazerem a pergunta: “por que?”. No início do ano letivo, ele colocou as carteiras em círculo, sentou-se com estes alunos e perguntou: “O que vocês querem aprender?”. Usando esta pergunta como ponto de partida, ele encorajou os alunos a fazerem perguntas, a buscar mais informações e a encontrar mais perguntas para as respostas.
No ano seguinte, ele observou que as notas das provas de seus alunos aumentaram, o engajamento e o entusiasmo melhoraram e recebeu a aprovação da direção e dos colegas educadores. Com poucos recursos e acesso limitado à tecnologia, ele conseguiu que seus alunos mudassem, de um grupo que ocupava a posição das menores notas em avaliações, para um grupo que passou a ser classificado entre as notas mais elevadas. Um dos alunos conseguiu, inclusive, obter a maior nota em matemática em uma das provas padronizadas, que é realizada em todos os municípios dos Estados Unidos.
O Sr. Correra foi inspirado pela pesquisa do educador indiano Sugata Mitra. O princípio por trás da abordagem do Sr. Mitra é instigar a curiosidade dos alunos, deixando-os conduzir seu próprio aprendizado. Em um dos seus exemplos mais famosos, ele entrou em uma sala de aula na Índia, deixou caixas cheias, e explicou aos curiosos alunos que dentro das caixas havia uma coisa interessante.
E então, ele deixou que estes alunos descobrissem sozinhos o que havia lá dentro.
No decorrer de um ano os alunos haviam aprendido sobre tudo, de inglês a biologia molecular. Eles foram motivados por sua curiosidade natural e aproveitaram as descobertas uns dos outros para aprenderem cada vez mais, vivenciando o que realmente significa ser auto-guiado, inovador, colaborador e aprendizes curiosos.
Na prática
Claramente, estes alunos se motivaram através da liberdade que tiveram, e assim foram capazes de elaborar suas próprias perguntas. Porém, ao mesmo tempo que esta atitude pode ser maravilhosa para os alunos, ela pode levantar dúvidas nos professores a respeito do seu papel. Para conseguir se adaptar às habilidades do novo século, precisamos nos desfazer de nossas grades curriculares e nossos livros, acreditando que os alunos apenas se motivarão voluntariamente?
Este não é o caso. Nós, enquanto educadores, podemos aprender lições com o Sr. Correra e o Sr. Mitra, e usá-las como forma de inspirar o interesse e o engajamento em nossa própria sala de aula. Nosso papel é direcionar o aluno para que ele possa encontrar o que é relevante no conteúdo, o que é útil e que promove a inovação.
Pense em uma aula de gramática, por exemplo. Mesmo com a disposição em aprender, os alunos precisam entender as regras, aplicá-las e desenvolvê-las. Que tal testar um plano de aula? Confira os exemplos:
Colaboração: Comece distribuindo revistas ou livros ilustrados. Faça com que os alunos colaborem e, juntos, escolham uma foto.
Comunicação, Pensamento Crítico e Criatividade: Peça a seus alunos que trabalhem em conjunto e criem formas de direcionar uma pessoa a um determinado local; um kit de instruções para um aluno que seja cego e um outro kit de instruções para um aluno que seja surdo. Incentive os alunos a pensarem de forma criativa e a pensarem em maneiras de fornecer as direções usando um computador, um telefone celular, uma televisão ou um vídeo do YouTube. Observe o andamento.
Uma outra forma de criar um clima de envolvimento é lançar questionamentos básicos como: “Qual é sua comida preferida?”.
Colaboração: Em grupos, peça para os alunos criarem uma pesquisa para avaliar o interesse da sala de aula em 10 alimentos diferentes que representem tipos diferentes de refeições (café da manhã, almoço, jantar e sobremesa).
Comunicação: Quando terminarem, peça aos alunos para usarem as informações para criarem um gráfico comunicando os resultados e determinando quais são as preferidas.
Pensamento crítico: Peça aos alunos para compararem suas respostas com as respostas dos outros grupos. Há quantas diferenças no relatório? As informações são consistentes para os mesmos tipos de comida ou mudam drasticamente?
Peça aos alunos para compararem seus resultados com os das outras equipes. Em seguida, peça aos grupos que escrevam algumas linhas ou criem um pequeno discurso para explicar em que parte seus resultados são diferentes dos de outros alunos.
Criatividade: Usando as informações coletadas na sala de aula, depois de analisar os dados de outros alunos, peça para que os grupos trabalhem juntos na criação de uma campanha publicitária que transforme as comidas que os alunos menos gostam em comidas que eles mais gostam.
Para fazer isto, os alunos deverão considerar o que faz certos tipos de alimentos serem mais populares no grupo. É claro que isso pode exigir um acompanhamento mais detalhado, como entrevistas, para descobrir o porquê de os alunos gostarem de uma coisa e não de outra, e estas informações poderão ser usadas na campanha.
Ambos os exemplos descrevem o uso das habilidades do século 21 dentro da sala de aula. Cada aula também inclui, de uma maneira ou de outra, habilidades importantes do novo modelo. Na aula de gramática, ainda assim os alunos podem usar engenharia e tecnologia para encontrar uma maneira melhor de fornecer direções. Em nossa aula de comidas preferidas, os alunos se envolvem com as disciplinas de ciências (e um pouco de sociologia) e matemática.
Tudo isso se torna uma experiência de sala de aula de mesa redonda, onde os professores têm um papel ativo como facilitadores e os alunos tornam-se inspirados, aprendizes auto-guiados e que ainda conseguem trabalhar dentro dos limites da grade curricular.
No final, as habilidades do século 21 e como usá-las em sala de aula, não estão necessariamente atreladas ao ensino. Estas habilidades, que trarão sucesso aos nossos alunos no futuro, estão relacionadas à capacidade deles de serem indivíduos independentes e curiosos. Nosso desafio real como educadores é o de despertar a vontade de abraçar o conhecido, e principalmente o desconhecido.
É como Alwin Toffler, escritor e futurista, diz: “Os analfabetos do século XXI não serão aqueles que não podem ler e escrever, e sim aqueles que não conseguem aprender, desaprender e reaprender.”

Este artigo foi publicado pela primeira vez na revista Online KOTESOL. Sara Davila é uma professora e educadora que passou mais de uma década imersa no estudo da pedagogia da linguagem comunicativa e no ensino direcionado ao aluno diferenciado. Ela atualmente está informando a próxima geração de currículos como especialista em aprendizagem da Pearson English.

Disponível em http://www.entretantoeducacao.com.br/capacidade-de-aprender-desaprender-e-reaprender/

sábado, 8 de abril de 2017

É HORA DE DESAPRENDER!

Para se reconectar com a intuição é preciso, muitas vezes, desconstruir os medos que bloqueiam nossos ouvidos mais sensíveis

Paula Abreu
Sempre que escrevo sobre seguir sua paixão, se conectar com a vibe correta do universo – que é de abundância – ou deixar que a sua intuição se torne seu Mestre, as pessoas me perguntam do que elas precisam, ou o que se deve fazer para isso. Elas acreditam (e talvez você já tenha acreditado também) que para se reconectar consigo mesmo é necessário comprar velas, incensos, ouvir música com sons de cachoeira e passarinhos. Ou, ainda, que precisam criar rituais complexos ou rotinas matinais complicadas.

A verdade é que é tudo muito mais simples do que isso. O que não quer dizer que seja fácil. Todo mundo pode se reconectar com a sua paixão, consigo mesmo, com a intuição e com o universo, sem exceção.

É errado acreditar que alguém tem que ser “escolhido”, sensitivo, ou ter algum dom especial para ouvir essa voz interna que indica o melhor caminho e ser capaz de segui-la. Somos todos feitos da mesma coisa e somos igualmente talentosos e especiais.

Nosso Eu Superior está o tempo todo conectado com a Fonte de onde viemos (que você pode preferir chamar de Deus ou, como na física quântica, de campo unificado – tanto faz). Sendo essa conexão a coisa mais natural do mundo, o primeiro passo para isso é a intenção.

Você precisa desejar aperfeiçoar essa conversa com a sua intuição. Depois, é preciso desaprender tudo o que o tem afastado dela. Remover medos, dúvidas ou tensões que possivelmente estão bloqueando os seus olhos e ouvidos espirituais. Você pode fazer isso pegando papel e caneta e se perguntando: “Que medos, dúvidas ou tensões estão me causando sofrimento ou me estressando neste momento?”. Faça a sua lista.

O medo se alimenta do desconhecido e, muitas vezes, só de você jogar luz sobre o que o apavora, ele já diminui ou mesmo desaparece. O próximo passo é intensificar essa comunicação e deixar as mensagens cada vez mais claras, fazendo pequenas mudanças sutis na casa e no estilo de vida.

A sua intuição está aonde quer que você vá, portanto não é uma questão de onde escolhe ouvi-la. Mas, do mesmo jeito que é mais difícil ouvir alguém o chamando em um lugar barulhento, também é complicado identificar a intuição em um ambiente assim. Quanto mais você conseguir purificar o seu espaço e a si mesmo, maior vai ser a sua conexão intuitiva. 

E, de novo, quando falo de purificar, não quero dizer que você precisa acender um incenso. Com relação ao seu ambiente, busque e elimine fontes de medo e insegurança, como mídias focadas em notícias negativas, ou brigas entre membros da família.

Música, perfume de flores, e cores que o inspiram também ajudam a elevar a sua vibe (e da sua casa). Por fim, a limpeza interna acontece quando se purifica a si mesmo, pensamentos, emoções e ações.

PAULA ABREU é coach e autora do livro Escolha Sua Vida (Sextante). Seu site é escolhasuavida.com.br

Disponível em : http://vidasimples.uol.com.br/noticias/pensar/e-hora-de-desaprender

domingo, 19 de março de 2017

FELICIDADE NO TRABALHO É POSSÍVEL?

Está difícil encontrar motivação para o trabalho? Saiba como descobrir felicidade na rotina, segundo o filósofo e professor Mário Sérgio Cortella

"Encontrar alegria na carreira é um sonho antigo da humanidade. O filósofo chinês Confúcio (551 a.C.- 479 a.C) já arriscava um plano: “Busque um trabalho que você ame, e nunca mais terá que trabalhar um dia em sua vida”.
No Brasil de 2016, o velho ideal parece especialmente distante. Combine crise econômica, instabilidade política, conflitos sociais e desemprego galopante, e está pronta a receita de veneno para a motivação de qualquer profissional.

Para o filósofo, educador e palestrante Mário Sérgio Cortella, os problemas conjunturais do país têm impacto inegável sobre a disposição do brasileiro para o trabalho. Mas o desânimo para levantar na segunda-feira de manhã também admite outras explicações, inclusive de natureza existencial.

Em entrevista exclusiva a EXAME.com, o estudioso discute os mecanismos por trás da motivação para o trabalho, o segredo para encontrar alegria na obrigação, entre outras questões centrais de seu novo livro, “Por que fazemos o que fazemos? ” (Editora Planeta, 2016).
Na conversa, Cortella desconstrói o mito de que rotina e felicidade não se misturam, mas dá um puxão de orelha nos jovens que só esperam fazer o que gostam em suas carreiras. “É preciso ter o prazer como uma das referências para o trabalho, mas não como referência exclusiva”, afirma. “Sempre é necessário um desgaste para que você atinja um resultado”.

Confira a seguir os principais trechos da conversa com o filósofo, em que ele diz o que pensa sobre temas como propósito, obsessão pela carreira e equilíbrio entre lazer e trabalho:
 
EXAME.com – Em seu novo livro, você discute uma das maiores fontes de mal-estar do mundo contemporâneo: a dificuldade de encontrar motivação para o trabalho. Essa é uma questão sentida especialmente pelos jovens?
Mário Sérgio Cortella – Antes de tudo, é preciso distinguir motivação e incentivo. Motivação é aquilo que move, que movimenta, como um motor. É, portanto, algo interno, precisa estar dentro de nós. É possível incentivar outra pessoa, dar estímulos. Mas não dá para motivá-la.
Hoje, o jovem tem esse “motor interno” pouco acelerado em relação ao trabalho. As gerações anteriores, ao contrário, viam no trabalho uma obrigatoriedade, porque não dava para viver sem trabalhar e era preciso começar cedo.
Acontece que, nas últimas décadas, o Brasil construiu condições econômicas mais sólidas e uma parcela das famílias decidiu que iria subsidiar a ausência de ganho dos seus filhos. Isso faz com que o jovem tenha uma motivação muito menor. Se eu tenho 18, 19 anos, por que investir na carreira, se posso dedicar o meu tempo ao lazer? Uma parte dos pais e mães enfraqueceu a formação dos filhos nessa direção. Sob o pretexto de poupá-los, produziu e produz um efeito que é danoso.
EXAME.com – E agora? O que faz um jovem ter disposição para acordar na segunda-feira de manhã e ir trabalhar feliz?
Mário Sérgio Cortella – Em primeiro lugar, o propósito. Ele só ficará motivado se enxergar que aquilo para que vai se esforçar tem uma finalidade clara para ele.
Reconhecimento também é essencial, é a coisa de que o jovem mais necessita. Ele precisa ser entendido como alguém importante, porque a questão autoral se tornou central. O profissional não quer mais ser tratado apenas como uma peça de uma grande máquina, ele quer ser autor de algo. É a mesma lógica da matéria assinada por um jornalista: aparece lá o nome dele, mesmo que seja pequenininho. No mundo do trabalho, o reconhecimento se tornou mais importante do que a própria sobrevivência.
EXAME.com – Quando falam sobre seus ideais de carreira, muitos jovens dizem que querem “fazer o que gostam”. Eles estão confundindo prazer e obrigação?
Mário Sérgio Cortella – Uma das melhores coisas da vida é fazer o que se gosta. Só um tonto vai querer fazer algo desagradável. O que não posso esquecer é que, para chegar ao resultado de que eu gosto, há várias etapas pelas quais eu passarei que serão desagradáveis. Sempre é necessário um desgaste para que você atinja um resultado.
Os nossos medalhistas de ouro na Olimpíada precisaram fazer várias coisas de que não gostavam para chegar ao lugar de que gostaram, que é o primeiro lugar do pódio. É preciso ter o prazer como uma das referências para o trabalho, mas não como referência exclusiva. Se não for assim, haverá muita tristeza e frustração.

EXAME.com – Por mais prazeroso que seja, qualquer trabalho implicará repetição e rotina. É possível ter uma rotina prazerosa, ou isso é um paradoxo?
Mário Sérgio Cortella – É possível sim. Rotina é simplesmente uma forma de organização do trabalho. Não devemos confundir rotina com monotonia. Todos os dias eu levanto cedo, vou para meu escritório, sento para escrever, dou palestras. É uma rotina, isto é, uma atividade organizada, estruturada. Ela não produzirá distração nem chateação, a não ser que vire monotonia.
Quando eu entro num avião, quero que o piloto siga a sua rotina, mas não quero que ele entre num estado de monotonia. A rotina será prazerosa se eu enxergar o resultado dela como prazeroso. Quando deixa de ser assim, vira monotonia. É quando eu não vejo a hora de ir embora, de deixar tudo para trás.
EXAME.com – O excesso de trabalho está roubando cada vez mais tempo do lazer e da convivência familiar. Num mercado tão competitivo, ainda é possível ter uma carreira de sucesso sem sacrificar a felicidade em outros âmbitos da vida?
Mário Sérgio Cortella – É evidente que você precisa se dedicar à carreira, mas não pode deixar que apenas um aspecto da vida obscureça todos os demais. É preciso buscar um equilíbrio entre as diversas faces da existência. E esse equilíbrio é igual ao necessário para andar de bicicleta: você precisa estar sempre em movimento para não cair.
Equilíbrio significa ser capaz de ir aos extremos sem se perder neles. Você pode ter uma alimentação equilibrada mas, de vez em quando, mergulhar com alegria numa garrafa de vinho, num churrasco. Mas não vai fazer isso todo dia, toda hora. Da mesma forma, quando as pessoas fazem cursinho pré-vestibular, elas não têm fim de semana, não têm balada, não têm nada. Mas ninguém vai passar o resto da vida fazendo cursinho, se não enlouquece.
Uma pessoa que passa o tempo todo obcecada pela carreira está adoentada. É preciso cautela, porque isso vai torná-la infeliz. Há momentos na vida em que você vai se dedicar mais aos filhos do que à sua carreira. Em outros, você precisará trabalhar por 12,13 horas por dia e ficará menos tempo com a família. O importante é não se perder nos extremos, mas saber transitar entre eles.
EXAME.com – Não vivemos numa cultura que incentiva os extremos?
Mário Sérgio Cortella – Sem dúvida. Existe a ideia de que sucesso significa trabalho contínuo, que você deve esquecer os outros aspectos da vida. Nossa cultura incentiva isso, suga as pessoas, vai exaurindo suas forças, transformando cansaço em estresse. O cansaço resulta de um esforço intenso. O estresse é quando você já não tem compreensão do que está fazendo.


No entanto, o que é imposto pela cultura não é obrigatório. É preciso andar na contramão dessa ideia e tentar buscar o equilíbrio entre as diversas faces da vida. Não é fácil, mas também não é impossível."
Disponível em: http://exame.abril.com.br/carreira/cortella-diz-qual-e-o-segredo-para-acordar-feliz-na-2a-feira/

quarta-feira, 1 de março de 2017

LIÇÕES DE LIDERANÇA DO FILME ESTRELAS ALÉM DO TEMPO

"1961. Em plena Guerra Fria, Estados Unidos e União Soviética disputam a supremacia na corrida espacial ao mesmo tempo em que a sociedade norte-americana lida com uma profunda cisão racial, entre brancos e negros. Tal situação é refletida também na NASA, onde um grupo de funcionárias negras é obrigada a trabalhar a parte. É lá que estão Katherine Johnson (Taraji P. Henson), Dorothy Vaughn (Octavia Spencer) e Mary Jackson (Janelle Monáe), grandes amigas que, além de provar sua competência dia após dia, precisam lidar com o preconceito arraigado para que consigam ascender na hierarquia da NASA".

O filme em cartaz "Estrelas além do tempo" possui aquela maravilhosa capacidade de nos provocar emoção e de nos fazer acreditar na capacidade de superação e de transformação do ser humano. Delicado e contundente ao mesmo tempo, nos faz refletir sobre questões, que há muito incomodam a humanidade, relativas à luta pela igualdade, ao respeito às diferenças e o poder transformador de uma mente determinada.

Mas não é só.  O filme nos surpreende também com valiosas lições de liderança, capazes de despertar em nós um espírito inconformista, provocar e imprimir o desejo por mudanças.

Passemos, então, a refletir sobre algumas dessas lições:

1) LÍDERES NÃO DEVEM SE DETER DIANTE DE LIMITES OU DIFICULDADES IMPOSTAS PELO SISTEMA

Na rotina das equipes de trabalho é muito comum nos depararmos com limites institucionais/organizacionais, os quais impedem ou dificultam a utilização de nossos talentos /habilidades na realização de nossas atividades e, nesses momentos é preciso que a liderança assuma uma postura de inconformista do bem.  Isto é, a liderança não pode se deter e precisa valer-se do inconformismo para traçar estratégias que levem a equipe a encontrar novos paradigmas que serão adotados na medida em que foram compreendidos como necessários ao seu aprimoramento.  Diante de uma ameaça, líderes não devem se acovardar, mas buscar novos recursos e habilidades.

2) LÍDERES SÃO COMPROMETIDOS COM MELHORIAS CONSTANTES, COM SEU DESENVOLVIMENTO E DA SUA EQUIPE  

Em um mundo de transformações constantes, líderes precisam adotar postura de eternos aprendizes.  Ninguém sabe tudo.  Nenhum conhecimento é suficiente.  Sempre haverá algo novo a ser apreendido.  Não existem modelos de sucesso que durem para sempre. Precisamos estar sempre atentos às mudanças para que possamos adequar nossos conhecimentos e habilidades às novas realidades e assim fazer frente às dificuldades, buscando superá-las com determinação e criatividade, evitando que membros da equipe sejam atingidos pela obsolescência.

3) LÍDERES ANTECIPAM-SE AO FUTURO 

Em meio a velocidade em que as mudanças vem ocorrendo em nossa sociedade, líderes não devem esperar que as mudanças ocorram para buscar novas estratégias, mas sim precisam se antecipar a elas, buscando novos conhecimentos e novos paradigmas para que os acontecimentos não surpreendam sua equipe, mas já a encontre preparada para os novos desafios. Na maioria das vezes é possível perceber que algo está mudando e em breve essa novidade irá nos atingir, então, não devemos esperar, mas precisamos nos movimentar em busca do novo antes mesmo que ele seja uma realidade para nós. 

4) LIDERAM PELO EXEMPLO

Qualquer que seja a situação, líderes precisam dar o exemplo. Nas equipes de sucesso, onde o clima organizacional é percebido como saudável e motivador e os resultados são excelentes, certamente a liderança exerce seu papel com maestria, estimulando seus parceiros de equipe a encontrar o seu melhor, motivando a todos ao desenvolvimento permanente, à superação das dificuldades, ao compartilhamento do conhecimento, exercício da criatividade e especialmente ao respeito às diferenças.  Isto significa que os líderes não podem descuidar de sua própria motivação e de seu compromisso com a qualificação permanente, garantindo habilidades e recursos novos para o exercício de suas funções com entusiasmo e energia positiva. 

5) LÍDERES SÃO LEAIS A SUA EQUIPE 

A liderança eficaz não pensa somente em si e seu próprio crescimento, mas identifica na sua equipe as suas habilidades e dificuldades e enquanto se desenvolve, fomenta a qualificação e o desenvolvimento de seus parceiros.  Não desejam o melhor somente para si, mas almejam a felicidade para todos, isto é, o nível de felicidade e de satisfação de seus liderados é tão importante quanto o seu.  Líderes de excelência produzem novas lideranças, abrindo caminhos, propiciando oportunidades de desenvolvimento e qualificação permanentes.

Por hoje é só.

Espero que possam assistir ao filme e refletir sobre as ideias aqui lançadas.  A vida é movimento e se quisermos atingir a excelência precisaremos nos desafiar, investir permanentemente em nossas habilidades e superar nossas precariedades.

Abraços e até a próxima!

domingo, 19 de fevereiro de 2017

ERROS DE GERENTES RUINS AFASTAM BONS FUNCIONÁRIOS

Gerentes tendem a jogar a culpa de seus problemas em tudo e em todos, ignorando o cerne da questão: as pessoas não deixam empregos, elas deixam gerentes.

Travis Bradberry



É incrível quantas vezes você escuta gerentes reclamando sobre seus melhores funcionários estarem deixando seus trabalhos, e eles realmente têm motivo para reclamar - poucas coisas são tão caras e atrapalham tanto como uma boa equipe indo embora.
Gerentes tendem a jogar a culpa de seus problemas em tudo e em todos, ignorando o cerne da questão: as pessoas não deixam empregos, elas deixam gerentes.
O triste é que isso pode ser facilmente evitado. Tudo o que é necessário é uma nova perspectiva e algum esforço extra por parte do gestor.
As organizações sabem o quão importante é ter funcionários motivados e engajados, mas a maioria não consegue responsabilizar os gerentes para que isso aconteça.
Quando não sabem, a linha inferior sofre.
Uma pesquisa da Universidade da Califórnia descobriu que funcionários motivados eram 31% mais produtivos, faziam 37% mais vendas e eram três vezes mais criativos do que funcionários desmotivados. Eles também eram 87% menos propensos a pedir demissão, de acordo com um estudo do Conselho de Liderança Corporativa feito com mais de 50 mil pessoas.
Uma pesquisa da Gallup mostrou, surpreendentemente, que 70% da motivação de um funcionário é influenciado pelo seu gerente. Então, vamos dar uma olhada em algumas das piores coisas que os gerentes fazem que colocam as melhores pessoas para correr.
Eles sobrecarregam as pessoas. Nada esgota bons empregados como sobrecarregá-los. É tão tentador fazer com que o seu melhor pessoal trabalhe duro que os gerentes frequentemente caem nessa armadilha. Sobrecarregar bons funcionários é desconcertante; eles sentem que estão sendo punidos por trabalhar bem. Isso também é contraproducente. Uma nova pesquisa de Stanford mostra que a produtividade por hora declina acentuadamente quando a semana de trabalho excede 50 horas, e a produtividade cai tanto depois de 55 horas que você não consegue fazer mais nada no trabalho. 

Se você precisa aumentar a quantidade de trabalho dada a funcionários talentosos, então também aumente o status dado a eles. Funcionários talentosos podem assumir uma carga de trabalho maior, mas eles não ficarão na empresa se o trabalho os sufocar no processo. Aumentos, promoções e alterações de título são formas aceitáveis ​​de aumentar a carga de trabalho. Se você aumentar simplesmente a carga de trabalho porque seus funcionários são talentosos, sem mudar nada, eles irão procurar um outro trabalho que lhes dê o que merecem.

Eles não reconhecem contribuições e recompensam um bom trabalho. É fácil subestimar o poder de um tapinha nas costas, especialmente com aqueles de melhor desempenho, que são intrinsecamente motivados. Todo mundo gosta de elogios, e aqueles que trabalham duro e dão tudo de si não são diferentes. Os gerentes precisam se comunicar com seus funcionários para descobrir o que os faz se sentir bem (para alguns, é um aumento, para outros, é reconhecimento público) e, em seguida, recompensá-los por um trabalho bem feito. Com os melhores funcionários, isso vai acontecer com frequência, se você estiver fazendo isso direito.
Eles não conseguem desenvolver as habilidades das pessoas. Quando os gerentes são perguntados sobre sua falta de atenção aos funcionários, eles tentam se desculpar, usando palavras como "confiança", "autonomia" e "empoderamento". Isso é um absurdo completo. Bons gerentes gerenciam, não importa quão talentoso o empregado. Eles prestam atenção e estão constantemente ouvindo e dando feedback.
Gestão pode ter um início, mas certamente não tem um fim. Quando você tem um funcionário talentoso, cabe a você continuar encontrando áreas em que eles podem melhorar para expandir seu conjunto de habilidades. Os funcionários mais talentosos querem feedback - mais do que os menos talentosos - e é seu trabalho manter isso em progresso. Se você não fizer isso, suas melhores pessoas se tornarão entediadas e complacentes.
Eles não se preocupam com seus funcionários. Mais da metade das pessoas que deixam seus empregos o fazem por causa de sua relação com seu chefe. Empresas inteligentes asseguram que seus gerentes sabem como equilibrar o lado profissional e o pessoal. Estes são os patrões que celebram o sucesso de um empregado, simpatizam com aqueles que atravessam tempos difíceis, e desafiam as pessoas, mesmo quando dói. Os chefes que não se importam realmente sempre terão altas taxas de rotatividade. É impossível trabalhar para alguém mais de oito horas por dia, quando eles não estão pessoalmente envolvidos e não se preocupam com nada além do seu rendimento de produção.
Eles não honram seus compromissos. Fazer promessas às pessoas coloca você na linha fina que fica entre torná-los muito felizes e vê-los sair pela porta. Quando você mantém um compromisso, você cresce nos olhos de seus funcionários, porque você prova ser digno de confiança e honrado (duas qualidades muito importantes em um chefe). Mas quando você desconsidera seu compromisso, você se apresenta como alguém desrespeitoso, sem palavra, que não se preocupa. Afinal, se o chefe não honra seus compromissos, por que as outras pessoas deveriam honrar?

Eles contratam e promovem as pessoas erradas. Funcionários bons e trabalhadores querem trabalhar com profissionais com a mesma opinião. Quando os gerentes não fazem o trabalho duro de contratar boas pessoas, é um grande desmotivador para aqueles que ficam presos trabalhando ao lado deles. Promover as pessoas erradas é ainda pior. Quando você trabalha duro apenas para ser passado para trás na hora de uma promoção e vê que alguém com desempenho fraco está subindo na empresa, isso é um insulto gigantesco. Não surpreende que isso faça as pessoas irem embora.

Eles não deixam as pessoas seguirem suas paixões. Funcionários talentosos são apaixonados. Proporcionar oportunidades para que eles persigam suas paixões melhora sua produtividade e satisfação no trabalho. Mas muitos gerentes querem que as pessoas trabalhem dentro de uma pequena caixa. Esses gerentes temem que, ao deixar as pessoas expandirem seu foco e perseguirem paixões, a produtividade caia. Esse medo é infundado. Estudos mostram que as pessoas que são capazes de perseguir suas paixões no fluxo de experiência de trabalho, um estado de espírito eufórico que é cinco vezes mais produtivo do que o normal.
Eles não conseguem envolver a criatividade. Os funcionários mais talentosos procuram melhorar tudo o que tocam. Se você tirar a sua capacidade de mudar e melhorar as coisas porque você está confortável com o status quo, isso faz com que eles odeiem seus trabalhos. Encerrar este desejo inato de criar não só os limita, mas também o limita enquanto gestor.
Eles não desafiam intelectualmente as pessoas. Grandes chefes desafiam seus funcionários a realizar coisas que parecem inconcebíveis no início. Em vez de definir metas mundanas, incrementais, eles estabelecem metas elevadas que empurram as pessoas para fora de suas zonas de conforto. Então, os bons gerentes fazem tudo em seu poder para ajudá-los a ter sucesso. Quando pessoas talentosas e inteligentes se veem fazendo coisas que são muito fáceis ou aborrecidas, buscam outros empregos que desafiem seus intelectos.
Resumindo tudo

Se você quer que suas melhores pessoas permaneçam em sua organização, você precisa pensar cuidadosamente sobre como você os trata. Bons funcionários podem ser durões, mas seu talento lhes dá uma abundância de opções. Você precisa fazê-los querer trabalhar para você.

Que outros erros fazem com que grandes funcionários peçam demissão? Por favor, compartilhe seus pensamentos na seção de comentários abaixo, enquanto aprendo tanto com você quanto comigo.
(A inspiração para este artigo veio de uma publicação de autoria de Mike Myatt.)
Disponível em: http://www.administradores.com.br/artigos/carreira/erros-de-gerentes-ruins-que-afastam-bons-funcionarios