domingo, 27 de dezembro de 2015

ESPERANÇA É DO VERBO ESPERANÇAR!


A cada ciclo que se encerra, uma reflexão que se impõe é aquela que gravita em torno de nossas crenças, trazendo consigo a necessária análise sobre nossas esperanças e propósitos para o próximo ano. 

Mario Sergio Cortella, grande filósofo brasileiro, parafraseando o inesquecível educador Paulo Freire afirma que "não se pode confundir esperança do verbo esperançar com esperança do verbo esperar. Aliás, uma das coisas mais perniciosas que temos nesse momento é o apodrecimento da esperança; em várias situações as pessoas acham que não tem mais jeito, que não tem alternativa, que a vida é assim mesmo… Violência? O que posso fazer? Espero que termine… Desemprego? O que posso fazer? Espero que resolvam… Fome? O que posso fazer? Espero que impeçam… Corrupção? O que posso fazer? Espero que liquidem… Isso não é esperança, é espera. Esperançar é se levantar, esperançar é ir atrás, esperançar é construir, esperançar é não desistir! Esperançar é levar adiante, esperançar é juntar-se com outros para fazer de outro modo. E, se há algo que Paulo Freire fez o tempo todo, foi incendiar a nossa urgência de esperanças”.

Precisamos assumir a conjugação do verbo esperançar, deixando nossa zona de conforto para nos lançar em direção a novas perspectivas.  Não será o outro o responsável por tudo aquilo que podemos e devemos realizar pessoalmente.

Esperar simplesmente é deixar que os outros resolvam, que o problema se resolva por si só ou se omitir e permitir que a situação fique cada vez mais complicada e fora de controle por falta de atitude. De outro lado, esperançar é agir, é criar o novo, é assumir a responsabilidade, é dar o melhor de si, é ser um agente transformador da sociedade, contribuindo de forma ativa para uma nova ordem de coisas.


E você, o que pretende fazer em relação a 2016?  Vai esperar,  reclamar, murmurar ou vai trabalhar, se esforçar, dar o melhor de si e ESPERANÇAR?

Desejo sinceramente que você repense suas escolhas e decida-se pelo melhor!

Feliz 2016!

Abcs e até a próxima!







sexta-feira, 13 de novembro de 2015

POR QUE AS MUDANÇAS NOS ASSUSTAM?

 
Segundo a Teoria de Maslow, uma das necessidades básicas do ser humano, no mundo conturbado que vivemos, é a de ter segurança, razão pela qual procuramos de todas as formas fugir do novo, dos perigos e almejamos por abrigo, proteção, estabilidade, fato que evidencia a dificuldade de vivenciar processos de mudança.

Mas, afinal, por que as mudanças nos assustam? 

Os processos de mudança nos causam ansiedade por nos retirarem de nossa zona de conforto, nos lançando muitas vezes na direção do desconhecido. E quando estamos diante de novas situações, nossos velhos métodos quase sempre não têm potencial para suprir as novas necessidades, exigindo novas posturas e incertezas.

Ocorre que as mudanças são uma constante em nossas relações sociais, profissionais e familiares,  nos exigindo maturidade e flexibilidade para fazer frente aos novos desafios. Nesse sentido, precisamos adotar uma postura menos refratária, abrir o coração e a mente para compreender a realidade atual, lançar mão de novos recursos e obter os resultados almejados.

Se, ao contrário, nos  fecharmos em nossos velhos paradigmas e insistirmos em resolver novos desafios com métodos antigos e já ultrapassados, empobrecemos nossas possibilidades e por consequência, também nossos resultados. E nesse momento é importante lembrar que enfrentar mudanças, compartilhando as expectativas e ansiedades com outros líderes e com as equipes, estimula a construção de laços mais fortes entre as pessoas, maior comprometimento com objetivos e metas, facilitando a adoção de novos paradigmas.

A sensação de desconforto inicial, causada pela abandono da zona de segurança, oportunizará a construção de uma nova visão sobre os trabalhos desenvolvidos e o atingimento de resultados maiores e mais qualificados, desde que tenhamos coragem para abrir mão de nossas certezas e ousemos arriscar novas ideias e adotar novos paradigmas.

As mudanças fazem parte da nossa vida.  Não estamos prontos. Nunca estaremos prontos e acabados.  Estamos nos aprimorando a todo tempo e, assim, os processos de mudança representam oportunidades, através das quais cada um de nós, diante de novos desafios, pode lançar mão de novos métodos, novas ideias, novos parâmetros e realizar resultados surpreendentes.  

Você tem medo das mudanças?  Segundo Ralph Waldo Emerson, "se você não tentar algo além daquilo que você já domina, você nunca vai crescer." Então, enfrente seus medos, busque novos métodos, considere novas ideias, seja feliz e jamais pare de crescer!

Até a próxima postagem!

Carpe diem!


quinta-feira, 22 de outubro de 2015

8 PEQUENAS ATITUDES QUE VÃO AJUDAR VOCÊ A GERENCIAR MELHOR SEU TEMPO

Um dos grandes vilões da improdutividade humana é a mania que as pessoas têm de guardar o que deve ser feito na cabeça, pois isso gera esquecimentos e urgências

Eduardo Sehnem Ferro


Com certeza uma das principais reclamações do ser humano nos dias de hoje é a falta de tempo para fazer tudo que gostaríamos. Temos a sensação de que a vida está passando rápido demais e que acabamos por muitas vezes deixando de fazer coisas importantes na vida. 
Administrar o tempo na época em que vivemos se tornou algo totalmente indispensável e necessário. É fato que não existe fórmulas mágicas que irão resolver o problema da falta de tempo do dia para a noite, porém tornar habituais algumas pequenas atitudes pode ajudar a ter uma vida com mais equilíbrio e mais foco em atividades importantes.

1 - Use uma ferramenta para gerenciar seu tempo: um dos grandes vilões da improdutividade humana é a mania que as pessoas têm de guardar o que deve ser feito na cabeça, pois isso gera esquecimentos e urgências. É necessário que você escolha uma ferramenta para anotar suas prioridades e liberar sua mente para pensar e não para se preocupar com o que deve ser feito. Um caderno, agenda, celular, uma planilha ou um software, enfim, algo que formalize.

2 – Delegue: quanto mais você delegar, mais tempo livre você terá. Se a tarefa é repetida constantemente, escreva um processo, imprima e treine as pessoas para segui-lo.

3 - Coloque momentos importantes em sua semana: não deixe que os dias sejam apenas para resolver urgências e “apagar incêndios”. Comece a colocar pequenos momentos importantes em seus dias, como por exemplo, um almoço em família, pegar seus filhos na escola, praticar um esporte ou um hobby.

4 - Aprenda com suas urgências: a maioria das urgências ocorridas poderia ser evitada! Da próxima vez que algo urgente acontecer, pare e pense de que forma esta situação poderia ter sido evitada, para que ela não se repita.

5 - Seja rigoroso: Uma olhada nas redes sociais, um lanchinho mais demorado, ou uma conversa mais animada com os colegas podem atrapalhar um dia inteiro de trabalho. Se atrasar por causa de algumas dessas distrações, pode fazer com que você tenha que correr para entregar algo dentro do prazo ou não se prepare tão bem quanto poderia para uma apresentação, por exemplo. Ser rigoroso com os cálculos de tempo que você estimou vai te ajudar a ter mais tranquilidade para produzir com qualidade e dentro dos prazos, além de garantir um melhor jogo de cintura se surgir qualquer imprevisto.

6 - Finais de semana são pessoais: sua família e sua vida precisam de você! Evite ao máximo utilizar seu final de semana para trabalhar. Desligue seu notebook, celular, esqueça a empresa. Faça passeios com a família, aproveite seu tempo com as pessoas importantes de sua vida.

7 - Mantenha seu ambiente organizado e limpo: organize seu local de trabalho e também seus pertences em casa. Estima- -se que uma pessoa gasta 40 minutos por dia localizando informações, e isso é muito tempo perdido.

8 - Controle seus e-mails: não fique com o e-mail aberto a todo o momento. É importante estipular horários e nesses períodos limpe sua caixa de entrada, movendo informações para pastas e transformando e-mails em tarefas ou reuniões.

Certamente existem inúmeros outros hábitos a serem colocados em prática para que os dias sejam mais produtivos e que a falta de tempo não seja algo corriqueiro. Como cada um tem suas particularidades nas atividades profissionais e pessoais, cabe fazer uma autoanálise e encaixar algumas ações para encontrar o equilíbrio desejado.

Disponível em http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/8-pequenas-atitudes-que-vao-ajudar-voce-a-gerenciar-melhor-seu-tempo/106321/


domingo, 13 de setembro de 2015

NOSSOS PRINCÍPIOS IMPACTAM NOSSOS RESULTADOS



A fala de Rudolf Giuliani, o ex-prefeito que transformou a cidade de Nova York com um estilo tão polêmico quanto inovador, em evento ocorrido em Brasília no último dia 03/09 deixa clara a existência de Princípios norteadores da excelência na gestão pública. 

Partindo da afirmação de que líderes não nascem prontos, mas são construídos a partir de experiências, familiares e sociais, Giuliani afirma que as lideranças precisam ter crenças fortes, liderar com ideias. Precisam ser otimistas e acreditar que é possível fazer a diferença; é preciso ter coragem para enfrentar o que está errado e preparar-se de forma incansável, medindo, ouvindo especialistas, reunindo as pessoas certas; é preciso ter uma comunicação eficaz e isso inclui prática de feedback, reconhecimento, recompensa e requalificação constantes; e o mais essencial: amar as pessoas. Liderar é um ato de amor. 

Segundo Giuliani há sete princípios essenciais para a liderança, conforme veremos a seguir: Ter uma visão, conhecer as próprias habilidades e dificuldades.  Definir princípios e valores. Conhecer o que te move. Liderar através de uma visão clara e de princípios bem definidos. A criação de uma visão inspiradora e relevante levará aos demais parceiros de equipe a segui-lo.  Além disso, as atitudes do líder devem ser firmadas em metas e objetivos coerentes com a sua visão.

O segundo princípio de liderança realça a necessidade de o líder ser otimista, sem que isso importe em alienação, mas no sentido de ter uma postura positiva, identificando os problemas de forma objetiva buscando soluções para superá-los.  As adversidades são vivenciadas como um desafio e para suplantá-las o líder lançará mão de sua inteligência e habilidades.

As pessoas não seguem os derrotistas, mas sim os esperançosos, idealistas, os que acreditam na mudança.  Quem soluciona problemas atrai as pessoas, em qualquer sociedade. Nesse sentido, Giuliani aponta para a necessidade de o líder ser norteado por princípios morais e éticos, empreendendo sempre ações mais acertadas. O líder tem que elevar as pessoas.  Não há problemas humanos que o homem não possa resolver.  É preciso sonhar com uma nova ordem de coisas. 

O terceiro princípio afirma que um líder deve ter coragem,  o que não significa ausência de medo, mas a capacidade de enfrentá-lo, assumindo riscos, inspirando as pessoas a seguirem o seu exemplo. É preciso ter coragem de enfrentar o “status quo”.  Saber que será atacado por contrariar a situação enfrentada. É preciso aceitar críticas e continuar seguindo em frente e fazer a diferença.

O medo tem um aspecto positivo, pois quando bem gerenciado, estimula as pessoas a se superarem e nesse sentido surge o quarto princípio de liderança que é preparar-se. Segundo Giuliani, nada é mágica.  É preciso um bom entendimento dos problemas, lançar mão de relatórios, ouvir especialistas, criar laboratórios de soluções, reunir as pessoas certas e trabalhar duro.  O treinamento nos prepara, inclusive, para eventos não previstos em nosso planejamento inicial.

O quinto princípio fala da importância do trabalho em equipe. Os líderes não podem esquecer que ninguém consegue nada sozinho. Precisamos nos conectar com pessoas que compensem seus pontos fracos, equilibrando habilidades e dificuldades. Ninguém é capaz de reunir todas as habilidades que uma organização precisa. A equipe é, assim, a soma de todos os seus elementos.

O sexto princípio fala da importância da comunicação. Todas as estratégias e planos das Instituições/Organizações dependem de uma comunicação que motive, estimule quem as vai executar.  Estabelecer metas e medir constantemente os resultados, analisar os desafios e entender o que funcionou e o que não funcionou.  Implantar uma cultura comprometida com a prática de feedback, com desenvolvimento constante de cada um dos membros da equipe, instituindo sistemas de recompensa pelos bons resultados, transmitindo suas ideias às mentes e corações das pessoas.

Por derradeiro, o sétimo princípio consiste em amar as pessoas. Um verdadeiro líder ama as pessoas que estão sob sua responsabilidade. O líder deve estar presente quando as pessoas precisam, muito mais do que nos momentos de celebração, pois quando as coisas vão mal é que se pode observar quem realmente se importa conosco.  Diante dos erros, o líder deve assumir a responsabilidade e buscar as soluções.  Jamais apontar para os outros, mas buscar sempre uma saída para os problemas, construindo um excelente local de trabalho, onde todos estejam conectados de forma a auxiliarem-se mutuamente sempre que necessário.

A fala de Rudolf Giuliani evidencia que o sucesso da liderança está intimamente ligado ao desenvolvimento permanente dos gestores, razão maior do surgimento da educação corporativa, a partir da qual se oportuniza a superação de dificuldades e a melhoria do clima organizacional, ampliando os resultados e elevando a autoestima das equipes.  

Então, o desafio está lançado: quais são os princípios e valores que dirigem suas ações?  Quanto você está disposto a aprender e a reaprender?  Qual o legado você pretende deixar? 


quarta-feira, 26 de agosto de 2015

A ESSÊNCIA DA LIDERANÇA


Dentre todas as responsabilidades atribuídas aos líderes desponta o desenvolvimento das pessoas que compõem as equipes e isso significa muito mais do que apenas auxiliá-las a adquirir habilidades profissionais, pois o desafio comporta também ajudá-las a se tornarem pessoas melhores, e não apenas bons profissionais. Os verdadeiros líderes potencializam seus liderados, promovendo crescimento pessoal e coletivo gerando crescimento para a organização.

Nos líderes transformadores observamos também a disposição de assumir riscos, o desejo apaixonado de fazer diferença, o inconformismo com a realidade, a assunção de responsabilidades ao invés da adoção de justificativas e a habilidade de enxergar as possibilidades em uma situação onde outros só conseguem ver dificuldades.

O autor Paulo Gaudêncio define a essência da liderança ao afirmar que “ O líder sabe o que quer. Ele tem um sonho.  O líder quer o que sabe. Para ele, o importante é a concretização do sonho, não a glória de fazê-lo. Por isso ele compromete os outros com seu sonho, de tal forma que, depois de algum tempo, as pessoas estarão atrás do sonho, não mais do líder. 

John C. Maxwell afirma que o “líder possui Capacidade de adaptação: ajustam-se rapidamente às mudanças.  Discernimento: compreendem quais são as questões mais importantes. Perspectiva: enxergam além do ponto em que estão. Comunicação: interagem com as pessoas de todos os níveis da organização. Segurança: confiam no que são, e não no cargo que ocupam. Disposição para servir: fazem o que for necessário. Iniciativa: encontram maneiras criativas de fazer as coisas acontecerem. Maturidade: colocam a equipe em primeiro lugar. Persistência: mantêm consistência em termos de caráter e competência a longo prazo.  Confiabilidade: são dignos de confiança naquilo que é mais importante. A liderança não se desenvolve de uma hora para outra, exige perseverança e um pequeno progresso a cada dia”.

Das argumentações destes dois grandes referenciais quando o tema é liderança, percebemos que algumas das principais características e ações identificadas nos líderes são:

A) Relacionamento: Líderes conhecem as habilidades de cada um de seus colaboradores, os limites, seus pontos fortes e fracos, seus motivos e necessidades. Entende o que se passa com cada um dos liderados e compreende como pode motivar e alocar cada um dentro dos processos de trabalho de forma a produzir bem-estar  e o melhor do seu potencial.

“Estou convencido de que a afetividade é o verdadeiro cimento das nossas instituições e se manifesta na forma de companheirismo e amizade. ” (Paulo Gaudêncio)

Passamos a maior parte de nosso dia útil na Instituição/Organização e o líder é responsável pelo entrosamento dos membros da equipe. Os integrantes precisam trabalhar em conexão com os demais parceiros de equipe, contribuindo com suas habilidades, em um ambiente marcado por respeito e valorização.

B) Saber ouvir
O líder precisa ter uma grande capacidade para entender e conhecer seus liderados, suas opiniões e ideias e, para isso, precisa parar de falar e ouvir atentamente.  Ouvir antes e falar depois. Concentrar-se em quem está falando e naquilo que está sendo dito, sem interrupções.

C) Humildade intelectual
O verdadeiro líder possui humildade intelectual.  Sabe que não sabe tudo.  Sabe que o outro sabe coisas que ele não sabe e que juntos podem saber muito mais. Não se comporta como o dono da verdade e aprende com outras opiniões. 

D) Autoconhecimento
É o conhecimento que o líder tem sobre si mesmo, como lida com as dificuldades e de que forma utiliza os pontos fortes a seu favor. Está ligado a autoconfiança que torna possível o desenvolvimento humano, agir e transformar.

E) Confiança
O líder deve buscar a confiança na sua equipe, mas antes de qualquer coisa, precisa ser confiável, digno de crédito e sincero. Como líder, não deve esperar a lealdade dos outros antes de construir um relacionamento e conquistar confiança dos demais parceiros de equipe.  Age com integridade e coerência.  Cumpre com o que promete.

F) Coragem
Segundo Paulo Gaudêncio “A primeira característica emocional do líder é a coragem, necessária, sobretudo, no processo decisório. ” É preciso buscar o novo, ceder e negociar em prol de um ambiente corporativo leve e saudável.

G) Delegação
O líder vê na delegação uma forma de viabilizar a execução das metas considerando as habilidades e possibilidades existentes na equipe. Treinar e acompanhar o desenvolvimento dos trabalhos, medir, identificar erros, recomeçar.

H) Comunicação
Componente vital de toda Instituição/Organização, uma boa comunicação gera confiança e respeito. Estimula a troca de informações, transparência nas decisões, feedbacks, regras/condições  claras e respeito às diferenças.

I) Feedback
Todos precisamos de feedback. Em todas as áreas existe a necessidade de obter um retorno relatando se o trabalho está de acordo com o desejado e opiniões em como pode ser melhorado. É um bom momento para o líder conhecer melhor os pontos fortes e fracos da sua equipe e ouvir opiniões sobre o próprio desempenho.

J) Compromisso com autodesenvolvimento
A partir do momento em que você parar de aprender, também irá parar de liderar. Para liderar, precisa aprender continuamente e isso significa compartilhar o seu conhecimento, influenciando positivamente os subordinados. 

E então?  Quais são seus planos de desenvolvimento?  O que você almeja? Que tipo de líder você é? Que líder você pretende ser? Qualquer que seja sua resposta, comece a trabalhar para que seus objetivos se concretizem e o universo irá conspirar em seu favor.

Abçs e até a próxima!


quarta-feira, 12 de agosto de 2015

SE VOCÊ QUER QUE AS PESSOAS TE OUÇAM, PARE DE FALAR

Por Peter Bregman
Publicado em Harvard Business Review
George, diretor-gerente de uma grande empresa de serviços financeiros, demonstrou a incrível capacidade de mudar o ponto de vista de uma sala cheia de pessoas. Nem tudo o que dizia era popular, mas ele era um mestre da persuasão.

Não tinha a ver com seu título — ele influenciou colegas do mesmo nível hierárquico. Sua estratégia também não incluía abordar os pontos fracos dos outros — George trabalhava com um grupo altamente competitivo. Tão pouco seu elegante e distinto sotaque britânico era o responsável — seus conterrâneos também não escaparam, e nenhum deles conhecia seu histórico de “sedução”.
George tinha um tom diferente, algo que não ficou claro imediatamente para mim porque eu estava ouvindo o que ele falava. Sua influência, porém, estava naquilo que não dizia.
O britânico se destacava no silêncio mais do que outros enquanto falavam. Frequentemente, era o último a dizer algo.
Digo isso porque alguns costumam permanecer completamente calados (não se pronunciam, nunca), mas nem por isso são convincentes. Em muitos casos, o silêncio equivale à ausência. Mas George não estava distraído ou quieto de uma forma passiva. De fato, ele estava mais ocupado calado do que qualquer um que falava. Ele estava escutando.
Embora seja contraintuitivo, ouvir pode ser muito mais persuasivo do que dizer algo.
É fácil cair no hábito de tentar persuadir pela argumentação. Mas discutir não costuma mudar ideias — em geral, favorece a intransigência. O silêncio é uma fonte de poder subestimada. Quietos, podemos escutar não somente o que é dito, mas também aquilo que não é. Assim, também pode ser mais fácil alcançar a verdade.
Há quase sempre outros elementos abaixo da superfície do que dizemos, para além das palavras. Existem problemas que não estamos dispostos a revelar. Planos que não iremos compartilhar. Opiniões que consideramos socialmente inaceitáveis.
Podemos ouvir todas essas coisas (e mais) quando ficamos quietos. E sentir o que há por trás do barulho.
Digo isso sobre George porque observei que, quando decidiu falar, ele foi capaz de articular a posição de cada um. E, quando comentou sobre o que disseram, as pessoas o encararam e se reconheceram no que ele falava. O britânico relacionou o que eles haviam dito com resultado maior que queriam conquistar.
Aqui está um ponto interessante: era óbvio que George tinha ouvido os participantes, por isso, não discutiam com ele. E, justamente porque George havia escutado o que diziam, sua perspectiva era a mais aguçada na sala.
As associações que ele fazia de forma consistente ajudaram a aumentar sua credibilidade e persuasão. Ele se mostrava disposto para aprender algo com o ponto de vista alheio e deixava claro quando mudava sua própria perspectiva como resultado da troca com os participantes.
As palavras podem nos deixar pelo caminho, mas o silêncio pode ajudar a traçar conexões. Tente apenas ouvir, pelo menos uma vez. Isso tende a amenizar os ânimos e a nos deixar mais inclinados não só para continuar a ouvir como também incorporar outras perspectivas.
No entanto, tratar isso como um jogo ou uma forma de controlar pontos de vistas alheios tende a provocar o efeito contrário. Inevitavelmente, suas intenções virão à tona e as pessoas poderão se sentir profundamente traídas. Se alguém sentir que foi envolvido e manipulado, possivelmente jamais confiará em você novamente.
Você tem que usar o silêncio com respeito.
Há tantas boas razões para ficarmos pensativos e quietos. É curioso que não façamos com maior frequência. Provavelmente porque é desconfortável. Exige que escutemos ideias que podemos não concordar e que prestemos atenção em pessoas que talvez não gostemos.
Mas é disso que se trata o trabalho em equipe — e a liderança. Ouvir os outros, tentar compreendê-los de maneira mais ampla e ajudá-los a se conectar com seus próprios desejos e perspectivas e com interesses em relação ao resultado maior que todos nós, em última instância, queremos alcançar.
Como líderes persuasivos, podemos oferecer ainda mais quando estamos em silêncio: espaço para os outros. “Um líder é melhor quando as pessoas mal sabem que ele existe; quando seu trabalho é feito, seu objetivo cumprido, elas dizem: nós mesmas fizemos”, escreveu o antigo filósofo chinês Lau Tzu.
Quando contribuímos com nossas próprias ideias, tendemos a trabalhar mais do que quando simplesmente seguimos o que outros propuseram. Um momento de quietude, seguido por algumas palavras bem escolhidas, pode ser uma excelente maneira de liderar.
Então, como executar na prática? Sabemos como ficar sem falar. A questão é: conseguimos resistir à pressão de não dizer nada?
Poucos são capazes. Por isso, raramente há momentos de silêncio no coletivo. Mas isso, segundo George, pode ser usado a nosso favor.
“Encare o momento em que você faz perguntas para um grupo como uma competição”, sugere o britânico. “Você ‘perde’ quando responde às suas próprias questões. Vai acabar fazendo isso o dia todo e ninguém mais vai trabalhar. Mas, se esperar calado (não importa quanto tempo) até que alguém diga algo, os participantes vão começar a pensar por si mesmos”.
Aí está o segredo: deixar outros falarem durante o silêncio e ouvir quietamente a verdade por trás das palavras. Então, procure reconhecer o que escutou (que, provavelmente, é mais do que foi dito) e, depois que os outros se sentiram acolhidos e ouvidos, ofereça seu ponto de vista.
E quando todos concordam com você? Esse é o poder do silêncio.
Peter Bregman é CEO da Bregman Partners, uma empresa que ajuda a fortalecer a liderança nas pessoas e organizações por meio de programas (incluindo a Liderança Intensiva Bregman), coaching e consultoria para CEOs e suas equipes de liderança. Autor best-seller de “18 Minutes” Seu livro mais recente é “Four Seconds” , de fevereiro 2015.
http://hbrbr.com.br/se-voce-quer-que-as-pessoas-te-oucam-pare-de-falar/

segunda-feira, 27 de julho de 2015

UM BONÉ PERDIDO NA DISNEY

UM BONÉ PERDIDO NA DISNEY PODE DAR A MAIOR LIÇÃO SOBRE CULTURA DA EMPRESA QUE HÁ 
Você já pensou em medir o desempenho qualitativo dos funcionários?


Avaliações de desempenho normalmente consideram indicadores objetivos, tais como valor das vendas, número de atendimentos ou tempo gasto para produzir determinado número de itens. Essas métricas são necessárias para entender a situação da empresa do ponto de vista de produtividade e rentabilidade, mas deixam de fora um indicador importante: a construção da marca e da cultura da organização.
Recentemente demitimos uma das recordistas de vendas da Nasajon Sistemas – não porque ela não tivesse um bom desempenho, pelo contrário, sempre estava no topo, mas por que consideramos que a sua atitude não estava alinhada com os valores da organização. Para explicar essa questão, conto uma história real.  
Certa vez eu estava com meus filhos visitando a Disneyworld, em Orlando, quando percebemos que meu filho mais velho, na época com sete anos, havia perdido um boné recém-comprado. Perguntamos a um jardineiro que estava próximo se ele sabia onde era a sessão de “achados e perdidos”. O homem parou de limpar o jardim e nos levou a uma das lojas próximas que vendiam bonés. Chegando lá pediu para meu filho mostrar o modelo de boné que havia perdido. Meu filho mostrou. O funcionário puxou um bloquinho de cupons da Disney do bolso traseiro e comprou um boné novo para o meu filho. “Um presente do Mickey. Vocês estão aqui para passar bons momentos, então, façam isso”, disse-nos com um sorriso.
No jargão técnico, isso se chama “empowerment” que numa tradução horrível significa “empoderamento” da linha-de-frente. Quantos gerentes (não jardineiros, gerentes) você conhece que têm essa autonomia? Agora faz a conta: um boné custa $2, $3 e eles vendem por $9,99. Compensa? Sem dúvida! 
Já contei essa história para pelo menos 100.000 pessoas em palestras, artigos e seminários nos últimos 15 anos (meu filho hoje tem 22). A questão é: como contratar esse tipo de funcionário? Como treiná-lo? Como garantir que ele não vai vender os cupons para algum cambista e acabar com o estoque de bonés? Bom, a Disney tem alguns processos interessantes para isso.
Recentemente, uma pessoa, amiga de um conhecido meu, se candidatou para compor a equipe da Disney no Brasil e foi chamada para uma entrevista. Alguns dias depois recebeu uma carta muito gentil que, em resumo, dizia o seguinte: você demostrou muitas habilidades importantes para esse cargo e o seu desempenho na avaliação técnica foi acima da média, o que certamente lhe garantirá boas chances de colocação profissional, mas não na Disney. Você não cumprimentou a maioria das pessoas que passaram por você, incluindo faxineiros, mensageiros e outros candidatos que cruzaram com você no salão de espera, e isso é algo que nós damos mais importância do que as habilidades técnicas. Boa sorte!
É isso. Você pode investir alguns milhões de dólares e montar um parque parecido (acho que o Terra Encantada, no Rio de Janeiro, teve essa intenção), mas se não criar uma cultura que alinhe as atitudes dos empregados com a missão da empresa, não vai funcionar. O caminho para estabelecer processos informais, monitorar atitudes e outras questões relacionadas à construção de uma cultura empresarial, é medir comportamentos além de desempenho objetivo.
Na prática, além das questões necessárias para a operação da sua empresa, sugiro considerar atributos como:
   Iniciativa: demonstra ambição ou toma a iniciativa para melhorar os processos e produtos?
     Capacidade de fazer perguntas: sabe quando fazer perguntas em vez de suposições?
    Cooperação e trabalho em equipe: tem flexibilidade para realizar tarefas fora de seus deveres regulares ou trabalhar horas extras quando falta gente na equipe?
     Confiabilidade: consistentemente demonstra confiabilidade e competência?
  Melhoria: melhorou nas áreas que foram observadas em sua avaliação anterior?
    Empatia: ajuda a construir um ambiente de trabalho divertido e harmonioso?
Você pode aumentar essa lista de acordo com os critérios que forem mais importantes para a sua organização. Apenas tenha em mente que o tipo de pessoa que você contrata, e principalmente os sinais que manda com promoções e reconhecimentos, falam muito mais sobre a marca e a cultura da empresa. Até mais do que os valores das vendas ou o volume produzido. 

http://startse.infomoney.com.br/portal/2015/07/24/12917/um-bone-perdido-na-disney-pode-dar-a-maior-licao-sobre-cultura-da-empresa-que-ha/

domingo, 26 de julho de 2015

LÍDERES GANHAM CREDIBILIDADE SE NÃO ESCONDEREM SEUS RECEIOS



Os gestores foram treinados para esconder vulnerabilidades, minimizar riscos, serem consistentes e sempre detentores do controle completo em todas as situações. Mas é impossível confiar em alguém que é sempre racional, sério e controlado. Se você deseja ganhar confiança de seus colaboradores, colegas, chefes, você precisa ter a coragem de se mostrar como um ser humano mais complexo. Isso significa sentir-se confortável em expressar dúvidas. Líderes inteligentes sabem que quase sempre existe mais de uma resposta correta, e, mesmo depois de terem tomado uma decisão, eles não têm medo de repensá-la e alterar a decisão, se necessário. Não foque tanto em ser sempre um visionário. Ao invés disso, tente ser mais humano. Expresse dúvidas, solicite opiniões contrárias e esteja disposto a mudar de opinião, quantas vezes for necessário.

Adaptado de “Leaders Win Trust When They Show a Bit of Humanity”, por Tim Leberecht. 

Disponível em http://hbrbr.com.br/dica-lideres-ganham-credibilidade-se-nao-esconderem-seus-receios/ 

terça-feira, 7 de julho de 2015

O QUE TRAZ FELICIDADE NO TRABALHO

CEO do blog Mashable reúne depoimentos de internautas sobre o que torna um profissional mais feliz

por


 
Em um post escrito para o site do LinkedIn, Pete Cachmore, CEO e fundador do popular blog Mashable, pediu que os leitores compartilhassem o que acreditavam ser necessário para serem felizes na carreira. Após reunir todos os comentários recebidos, ele selecionou aqueles que resumem bem os fatores que trazem satisfação à maioria dos profissionais, independentemente do corre-corre do dia a dia e da pressão por cumprir metas:

Gostar daquilo que faz - Para ser feliz, alguns internautas afirmaram que precisam fazer algo que lhes desperte paixão, que o tirem da cama pela manhã com alegria. Só assim, vão realmente ser bons naquilo que fazem, conquistar o respeito dos outros e ter ânsia de aprender mais e crescer profissionalmente.

Estar no controle da agenda - Joshua Jordison, um dos leitores que respondeu a Cachmore, disse que a pior coisa para ele é não conseguir controlar seu horário e sua agenda. Segundo ele, a pior experiência que teve na vida foi quando trabalhou em um armazém, 12 horas por dia, seis dias na semana. " Nunca mais quero viver isto de novo. Hoje, controle 100% da minha agenda'', contou, Outros disseram que gostariam de ter um horário flexível e trabalhar um ou dois dias por semana em casa. Para outra leitora, felicidade é poder ter equilíbrio entre a vida profissional e a pessoal.

Respeitar a equipe de liderança - É importante trabalhar com uma equipe de liderança que você respeita, confia e que o inspira, afirmam alguns. Há outros que acham ser importante que uma empresa peça feedback de seus funcionários e que esses se sintam confortáveis o suficiente para fazê-lo. Se a empresa está disposta a ouvir, muitas das necessidades dos empregados podem ser atendidas dentro do possível, ressalta a leitora Maura Burns.

Enfrentar novos desafios - Alguns internautas afirmaram que precisam ser desafiados constantemente para se sentirem estimulados e, com isso, aprender coisas novas a cada dia.

Trabalhar em uma empresa que estimule o crescimento de seus funcionários - Para alguns dos leitores, o mais importante é trabalhar com gestores que apoiem e estimulem seu crescimento e seu processo criativo.

Um local de trabalho com "boa cultura" - Estar em um ambiente agradável, com uma cultura corporativa positiva, é o bastante para satisfazer alguns dos internautas. Outros afirmaram que colegas positivos, prestativos e de alto astral fazem a diferença e podem transformar um ambiente de trabalho de baixa qualidade em um local divertido e agradável.

Se sentir valorizado — Muitos disseram que sentem orgulho de seu trabalho e não estão ali apenas para receber um salário no fim do mês. O que precisam é ser reconhecidos como um funcionário de valor, que são peça importante para empresa e tenham suas realizações valorizadas.

Estar certo de fazer a diferença no mundo — Fazer coisas importantes, que influenciem positivamente a vida das pessoas, e contribuam para melhorar o ambiente de trabalho são essenciais para alguns continuarem trilhando o caminho que escolheram profissionalmente.

Disponível em http://oglobo.globo.com/economia/emprego/o-que-traz-felicidade-no-trabalho-12512777

quarta-feira, 17 de junho de 2015

DEIXE UM LEGADO!

















 
 
 
Desde que despertamos pela manhã, a todo tempo observamos coisas, pessoas e situações, assim como ao mesmo tempo somos observados.  Influenciamos e somos influenciados em uma dinâmica que atesta sobre nossos valores e atitudes, razão pela qual precisamos refletir a cerca de que tipo de influência queremos produzir nos outros, pois somos os responsáveis por nossas ações.
 
Três tipos de determinismo inundam nossos pensamentos influenciando nosso comportamento: o genético, representado pelos traços de família que herdamos de nossos avós, o psíquico atribuído à nossa criação e a nossos pais e o ambiental, que decorre do mundo que nos cerca, do marido, do chefe, da economia etc.  Se, por um ângulo, nossas respostas a todo tempo estão sendo inflluenciadas por estes determinismos, por outro ângulo, a escolha é sempre nossa.   Nada, nem ninguém detém o poder de mudar isso.
 
Então, cuide de suas escolhas.  Seja proativo.  Deixe um legado.  Mude sua realidade com o auxílio de seus valores e princípios.  Seja uma figura de transição, interrompendo a transmissão de hábitos, modelos e percepções, substituindo-os por novos hábitos, modelos e percepções mais positivos.
 
A liderança não é sinônimo de fama, mas se fortalece a partir da capacidade de influenciar positivamente outras pessoas e encontra sentido quando se traduz em exemplo de conduta baseada nos princípios como o do amor e do perdão. Nesse contexto, surge o líder íntegro, comunicador, verdadeiramente interessado nas pessoas.  Visionário, ouvinte, decisor, dedicado, motivador, ousado e especialista em gente.
 
A liderança não é posto ou função. É escolha e assim, exige compromisso com o seu autodesenvolvimento e o desenvolvimento permanente da equipe.  O líder precisa buscar a todo tempo produzir energia e energizar seu pessoal.  Estimular, reconhecer, elogiar, fortalecer.  Orientar quando necessário e trabalhar com ênfase e entusiasmo, demonstrando de maneira inequívoca paixão pelo que faz.
 
Por isso, deixe seu legado!  Construa pontes entre as pessoas, baseado em dois pilares:  confiança e exemplo.  Torne-se uma força empreendedora em sua vida e na vida dos outros.  Seja e reconheça as verdadeiras figuras de transição nos seus relacionamentos, substituindo hábitos, mentalidades e modelos por outros mais benéficos.
 
Priorize, planeje, organize-se e prospere.  Estudos demonstram que apenas um em cada três indivíduos planejam seu trabalho tendo em mente o que mais importa para sua Instituição/Organização.  Contrarie os dados estatísticos.
 
Estimule o pensamento criativo e seja exemplo para sua equipe, pois você não pode pedir a seus colaboradores para fazer algo que você mesmo não faria.
 
Viva, aprenda, ame e deixe um legado, pois "ao encarar o desafio de deixar um legado, você ganha em troca a liberdade de traçar seu próprio destino e o poder de mudar gerações" (Paul Kretly, da Franklin Covey Brasil).
 
Abraços e até a próxima!
 
 

quarta-feira, 10 de junho de 2015

03 LIÇÕES PARA APRENDER COM GANDHI, MANDELA E LUTHER KING

Por Camila Pati
Um dos exemplos deixados por três dos mais importantes líderes mundiais do século passado, Mahatma Gandhi, Nelson Mandela e Martin Luther King, é, certamente, a capacidade de influenciar pessoas sem ter, necessariamente, autoridade sobre elas.
Característica fundamental para quem deseja liderar desde equipes pequenas no trabalho até grandes grupos de pessoas, a capacidade de influência é o que leva alguém a promover grandes mudanças para atingir resultados.
Investigar como estes três ícones mundiais conseguiram mobilizar multidões em prol de uma causa, em situações e momentos distintos, foi uma das “missões” que João Marcelo Furlan, CEO da Enora Leaders, levou na bagagem ao ter a oportunidade de viajar para Índia, África do Sul e Estados Unidos em 2014.

“Quis determinar padrões de comportamento em comum entre eles, entender as sua atitudes”, diz Furlan. Com a imersão na vida dos três líderes, Furlan identificou três aspectos que se repetiram ao longo de suas trajetórias e que podem servir de fonte de inspiração no campo profissional:
1. Uma ampla visão de mudanças
Tanto Gandhi quanto Mandela e Luther King enxergavam (e desenhavam mudanças) muito à frente de seu tempo. “Quando Mandela foi preso disse aos seus familiares que tempos difíceis viriam, mas enxergava que o fim do Apartheid era um futuro possível, e essa visão positiva o ajudou a suportar 27 anos de prisão”, diz Furlan.
O discurso “Eu Tenho um Sonho”, de Martin Luther King, diz Furlan, também explicita a sua ampla visão de mudança: “eu tenho um sonho que um dia nas colinas vermelhas da Geórgia, os filhos dos descendentes de escravos e os filhos dos descendentes dos donos de escravos poderão se sentar junto à mesa da fraternidade”, disse Luther King”. Essa era a imagem que ele projetava para o futuro.
Dentro da realidade profissional, vale refletir sobre qual o objetivo a ser alcançado e acreditar nas grandes mudanças positivas que o tornarão uma realidade. “Faço esse exercício com meus alunos, e peço para desenharem uma imagem clara do que seria o sucesso em suas áreas de atuação, na visão deles”, diz Furlan.
Que mudança objetiva determinaria o sucesso na sua carreira, da sua equipe ou da sua empresa? Defina qual e acredite nela, indica Furlan.
2. Perseverança (mesmo sob as condições mais adversas) 
Em 1906, Gandhi passou a usar o termo SATYAGRAHA ou “insistência na verdade” para definir sua crença e abordagem da não violência com o objetivo de superar a ocupação britânica. “A persistência é a base da não violência”, diz Furlan.
Essa atitude, diz Furlan, influenciou e permeou a atuação de Mandela (que conheceu Gandhi, pessoalmente) e Luther King (viajou à Índia para estudar os seus métodos).
Citando David Ulrich, no livro “Sustentabilidade da Liderança”, Furlan explica o que significa a persistência para um líder: “é superar barreiras em curto e médio prazo, em prol do objetivo em longo prazo.”
Grandes mudanças podem levar a grandes dificuldades, diz Furlan, mas mantenha-se firme, indica o CEO da Enora Leaders. A trajetória de Steve Jobs também é um exemplo. “Ele não abriu mão de seus valores e ideias, foi demitido da sua própria empresa e quando voltou foi quando a Apple teve seu grande sucesso”, diz.
3. Integridade e humildade
Integridade era uma virtude que se repetia nos três líderes. Além disso, suas trajetórias materializaram os exemplos de humildade e fraternidade que quiseram transmitir às pessoas, diz Furlan.
Ele conta que Gandhi costumava lavar os pés dos doentes, atitude símbolo de sua humildade.Seus seguidores se identificaram com estes valores, o que explica, em parte, sua enorme capacidade de influência. 
“Um líder não cria barreiras entre ele e as pessoas”, diz Furlan. A lição-chave aqui, diz ele, é perceber que pessoas seguem o que parece ser “o certo” para elas, desde que exista humildade na forma de liderar.
Disponível em: http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/3-licoes-para-apreender-com-gandhi-mandela-e-luther-king